Pazuello muda o tom e diz que há uma guerra contra a desinformação

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil/Fotos Públicas


Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, concedeu uma nova coletiva nesta tarde. Desta vez, ele falou sobre Amazonas e também sobre a vacinação contra covid-19

O ministro Eduardo Pazuello participou de uma nova coletiva realizada em Brasília. O chefe da pasta falou sobre a situação do Amazonas, segundo ele, a situação está equalizada. Além disso, outro tema do encontro foi o início da campanha de vacinação contra a covid-19, que já está acontecendo em várias partes do país.

Ao lado do governador do Amazonas, Wilson Lima, Pazuello disse existe uma guerra contra as pessoas que sempre manipularam a informação no país. Em vários momentos da entrevista, ele perguntava se o que estava sendo dito estava claro.

Pazuello confirmou que o Ministério e o governo do Estado sabiam sobre a falta de oxigênio na região desde 8 de janeiro. Logo no dia 9, ele embarcou para Manaus para acompanhar a situação de perto e para buscar soluções estratégicas. No dia 10, “toneladas de equipamentos e insumos” começaram a chegar a capital amazonense. Ele ainda mencionou a negociação com o avião americano para reforçar a logística.

Novos leitos (150) para pacientes com covid-19 e Unidade de Terapia Intensiva (30) foram abertos em Manaus, segundo Pazuello que ainda destacou que o vem sendo feito “não tem fim todas as ações e não vão acabar agora”. O ministro ainda disse que tudo o que for necessário, o Governo Federal estaria disposto a auxiliar. Ele ainda destacou que no fim do ano passado, o executivo repassou R$ 28 milhões ao estado do Amazonas.

Wilson Lima disse que há uma preocupação com a saúde para o próximo mês, pois tradicionalmente em fevereiro existe um aumento de casos de Síndrome Respiratória Grave.

Os dois tentaram explicar as causas da crise de saúde. Pazuello acredita que um conjunto de fatores propiciaram os eventos vivenciados pelos amazonenses. A nova cepa do coronavírus aparece entre uma dos motivos, a variante está sendo estudada e monitorada, mas o ministro acredita que ela já está circulando em outras partes do país.

A nova variante somada ao esgotamento da da rede pública de saúde, que estaria pressionada por conta de demandas além da pandemia, como cirurgias eletivas e outras doenças.

O governador do Amazonas mencionou o aumento do consumo de oxigênio que chegou a 75 mil m³, no pico da pandemia em abril do ano passado, o consumo era, em média, de 30 mil m³.

Vacinas da Índia

O presidente Jair Bolsonaro esteve com o embaixador indiano e Eduardo Pazuello confirmou que as negociações para a compra das vacinas Oxford/Astrazeneca produzidas pela empresa indiana Instituto Serum continuam. Ainda não há uma data, mas o governo acredita que essa situação deva ser resolvida até o fim desta semana.

Polêmica na Coletiva

Um dos momentos da coletiva foi quando o chefe da pasta da Saúde ainda fez uma atualização: agora não se fala em tratamento precoce para a covid-19 e sim, atendimento precoce, que se tornou o “nosso objetivo”, disse.

O ministro explicou que é importante que os médicos, depois do diagnóstico, possam indicar o melhor tratamento para as pessoas. Assim, é importante que quem apresentar sintomas procure uma unidade de saúde para receber os cuidados adequados.

Dessa vez, nenhum medicamento ou protocolo de tratamento foi sugerido por Pazuello. Ele foi questionado sobre a mudança e se o governo deixaria de indicar a Cloroquina. Ele desconversou, mas a jornalista insistiu. O ministro negou que em algum momento teria defendido o uso da Cloroquina, e respondeu que a distribuição para os estados seguirá de acordo com a demanda.

No dia 13 de janeiro, o release do Ministério da Saúde sobre o aplicativo TrateCOV traz a recomendação de ‘tratamento precoce e o uso remédios antivirais’. 

 

 

 

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