O que o Coronavírus tem a ensinar sobre Marketing [Consultório do Marketing]

Consultório do Marketing - Washington Coutinho

O coronavírus tem muito a ensinar sobre marketing. Você pode achar complexa essa comparação a princípio, porém nesse artigo você entenderá:

  • Como um conteúdo se torna viral;
  • Como o medo transforma a ação das pessoas;

Para esclarecer melhor isso, vamos aprender como foi a disseminação do Coronavírus:

A propagação do COVID-19

O novo vírus iniciou o contágio na China, segundo cientistas e pesquisadores que analisaram 29 sequências genéticas do vírus e duas sequências semelhantes originadas em morcegos.

O ponto inicial da doença surgiu em um mercado de frutos do mar de Wuhan, uma metrópole de cerca de 11 milhões de habitantes.

Como a suspeita de que esse vírus iniciou em um local com uma densidade populacional alta, e a forma de contágio é simples. 

Segundo Cientistas do Colégio Imperial de Londres a taxa de transmissão do Covid-19 entre humanos é de duas ou três pessoas por paciente infectado.

A primeira vítima foi um homem de 61 anos, que faleceu no dia 9 de janeiro.

Desde então o vírus se propagou pelo mundo, considerando que a China é um país turístico e visitado para negócios. Esse fator acabou propagando para a mundo.

Formando mutações diferentes que foram para outros continentes e contagiaram um novo número maior de pessoas.

Não se esqueça que preparamos o Guia para prevenção do Coronavírus para você ficar protegido, se tiver alguma dúvida sobre como prevenir.

Como é a viralidade no Marketing

Agora que você já entende um pouco mais sobre como foi a propagação vamos entender o que o Marketing tem a ver com isso…

Se o vírus tem um potencial de contágio por duas a três pessoas a cada infectado podemos comparar isso a propagação de um conteúdo.

Considerando que ao surgir um novo conteúdo com potencial de viralidade, ou seja, facilmente transmitido e em um local com grande concentração de pessoas.

Para isso você precisa de pessoas que repassem esse conteúdo, para duas ou 3 pessoas que possam ter o mesmo potencial de repassar, isso gera a exponencialidade.

Exemplo

Vamos considerar a opção A em que o multiplicador é 2 e a opção B em que a transmissão é a 3 novos.

Se esse vírus no primeiro contágio tem 10 pessoas infectadas, no caso o conteúdo viral tem 10 propagadores, no segundo terá já 30 infectados (10 iniciais + 20), após uma propagação até a décima onda de pessoas o vírus já teria atingido 10.210 pessoas.

Vamos considerar agora na opção B nas mesmas 10 pessoas iniciais após o contágio se repetir por 10x assim como o outro o número de atingidos seriam de: 295.240.

Isso mesmo, agora que você viu na prática a diferença de cada pessoa repassar para 2 ou 3 pessoas ao longo do tempo você percebe o quanto é importante que mais pessoas repassem.

Como é o coeficiente de viralidade em conteúdos

Para um conteúdo se tornar viral, ele deve ser:

  • Facilmente compartilhado;
  • Que possa ser transmitido em um local com grande número de pessoas;
  • E deve permanecer “vivo” pelo maior período possível.

Nos conteúdos isso se deve a capacidade de impressão de um canal, ou seja, de visualização.

Somado ao quanto o conteúdo faz sentido para a audiência.

E o quanto esse conteúdo permanece a aparecer para novos usuários é importante como o fator em que nos vírus é a sobrevivência no hospedeiro.

Logo o canal em que você utiliza para propagar o conteúdo faz a diferença, pois ele determina o quanto o seu conteúdo permanecerá a aparecer para novos usuários.

Assim se o conteúdo não permanece sendo mostrado para novos usuários direto pelo algoritmo do canal ele deverá ser propagado por meio das pessoas que acessam.

Por isso se você compartilhar esse conteúdo para 3 pessoas que seguirem o mesmo compartilhamento para mais 3 outros logo se tornará uma epidemia tal como o novo vírus.

Caso seja igual no exemplo B e 10 leitores começarem esse compartilhamento com outros que compartilham seguindo o exemplo com 18 vezes que esse fenômeno se repetisse seria suficiente para atingir 2x toda a população brasileira.

(Obs: Agora você entende como as pirâmides financeiras crescem tão rápido né?)

 

Como o medo transforma as ações das pessoas

Um fator conhecido no Marketing é o “Fear of Missing Out”, FOMO, em que as pessoas tem medo de ficar de fora de algo.

Esse medo é algo que muitos investidores iniciantes acabam entrando em “grandes ofertas” por medo de perder uma oportunidade única.

Isso é amplamente utilizado por parte de vendedores que utilizam o gatilho de escassez como uma forma de gerar o FOMO, ou seja, fazer com que as pessoas entendam que essa é uma oferta imperdível.

Na transmissão do vírus o medo fez com que cidades inteiras parassem da noite pro dia, sendo uma das emoções mais fortes para tomada de decisão.

No Mundo inteiro investidores motivados pela histeria causada pelo medo passaram a vender suas ações derrubando índices em todas as bolsas.

Alguns consideram um bom momento de compra, aproveitando o baixo valor para compra, enquanto outros consideram hora de vender, pois o “medo de perder” normalmente é mais forte que a “vontade de ganhar”.

Sendo assim, em uma oferta de um produto ou serviço caso o cliente sinta medo de perder a oportunidade normalmente ele considerará mais para realizar essa compra.

 

Considerações Finais

Está convencido de que o Coronavírus de fato tem a ensinar sobre marketing?

Se você deseja construir um conteúdo viral torne-o fácil de compartilhar e use diversos canais, que possam ser facilmente encontrado e permaneça a ser mostrado.

Caso as pessoas tenham medo de ficar de fora de algo e precisem compartilhar para não perder a oportunidade aumentará o coeficiente de viralidade.

(Como acontece com os famosos: sorteios no Instagram)

Já sabe como construir o seu conteúdo viral? Mãos à obra, se quiser me marcar ou mandar mensagem estou aqui para te ajudar.

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