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EUA volta a se candidatar para o conselho de direitos humanos da ONU

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Créditos: Jean Marc Ferré/Fotos Públicas

País não participava das decisões desde 2018, quando a então embaixadora norte-americana, Nikki Haley, anunciou a saída do grupo

Na tentativa de reverter algumas decisões comandadas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken anunciou hoje (24) que concorrerá a um assento no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Tenho o prazer de anunciar que os Estados Unidos vão concorrer a um assento no Conselho de Direitos Humanos para o mandato 2022-2024”, afirmou Blinken, durante videoconferência feita na organização. “Pedimos humildemente que todos os Estados-membros das Nações Unidas apoiem o nosso desejo de voltar a ocupar um lugar nessa instituição”, Pontuou.

Em junho de 2018, Trump divulgou que iria abandonar o conselho. A então embaixadora norte-americana na Organização das Nações Unidas, Nikky Haley, acusou o órgão de hipocrisia e de prejudicar as relações internacional com Israel. “Ao fazê-lo, quero deixar bem claro que este passo não é um recuo em relação aos nossos compromissos com os direitos humanos”, disse haley, em 2018.

Contramão

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Créditos: Departamento de Estado por Ron Przysucha/Fotos Públicas

Blinken ressaltou o papel dos Estados Unidos na lutas dos direitos humanos. “Os Estados Unidos colocam a democracia e os direitos humanos no centro de sua política externa, porque são essenciais para a paz e a estabilidade”, justificou Blinken.

“Esta ligação está enraizada na nossa própria experiência de uma democracia imperfeita e, muitas vezes, aquém dos nossos próprios ideais, mas que tenta sempre tornar-nos um país mais unido, mais respeitoso e mais livre”, adiantou em declarações que contrastam com a posição seguida pelo seu antecessor, Mike Pompeo.

Reformas

Mesmo com interesse de voltar a assumir papel de liderança no conselho, o chefe da diplomacia afirmou sobre alguns funcionamentos do grupo que precisam ser repensados. “Encorajamos o Conselho de Direitos Humanos a examinar a forma como funciona, incluindo a atenção desproporcional dada a Israel”, alertou, sugerindo que o tratamento dado a Israel e a aos territórios palestinos seja como os de qualquer outro país.

Nos últimos anos, países como China, Rússia, Venezuela, Cuba, Camarões e Filipinas foram criticados pela forma como tratam os cidadãos de suas respectivas nações. Blinken foi firme e disse que países sem um bom histórico de direitos humanos não deveriam ser membros do conselho.

A Rússia foi o principal alvo do diplomata, que comentou sobre a oposição nacional que vai contra os ideais difundidos pelo presidente Vladimir Putin. Antony citou o ativista opositor do Kremlin, Alexei Navalny, preso político por ser acusado de espionagem.

O representante norte-americano pelos Negócios Estrangeiros lembrou que a partir do momento em que os Estados Unidos condenaram o golpe de Estado em Myanmar, o país já deveria ter voltado a ocupar lugar no conselho.

O conselho

O Conselho de Direitos Humanos é o órgão criado pelos Estados-Membros da ONU com o objetivo de reforçar a promoção e a proteção dos direitos humanos em todo o planeta. Substitui a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas. Possui 47 membros de pleno direito, eleitos pela maioria dos Estados da Assembleia Geral da ONU para um mandato de três anos, enquanto os países restantes mantêm estatuto de observadores.

*Com informações da Agência Brasil

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