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Militares detém chefes de governo e assumem controle de Myanmar

Créditos: Bria Webb/RTP/Agência Brasil

Exército alega que houve fraudes nas eleições de novembro do ano passado

O exército de Myanmar captura chefe do governo, Aung San Suu Kyu, e assume controle do país. O anúncio foi feito hoje (1) por uma rede de televisão controlada pelos militares.

Entre as personalidades aprisionadas, está o presidente Win Myint. Além de ser líder da Liga Nacional para a Democracia (LND) e chefe do governo, Aung Suu Kyi, venceu o Prêmio Nobel da Paz de 1991 pela sua represália contra a ditadura militar no início dos anos 60.

Em rede nacional, os militares acusaram a comissão eleitoral do país de não ter agido em relação às “enormes irregularidades” que afirmam ter ocorrido nas eleições legislativas de novembro, quando o partido de Aung San Kyi venceu.

Como justificativa para o ato, o exército de Myanmar evocou os poderes que lhes são atribuídos pela constituição do país. O documento permite que assumam o a frente do governo em caso de emergência nacional. A nova frente divulgou que pretendem liderar Myanmar durante um ano.

No passado, o exército ficou no controle de 1962 a 2011. No pronunciamento, os combatentes disseram que irão organizar novas eleições depois do estado de emergência. “Estabeleceremos uma verdadeira democracia multipartidária”, anunciaram em um comunicado publicado na rede social Facebook, acrescentando que o poder será transferido após a realização de “eleições gerais livres e justas”.

O vice-presidente Myint Swe, foi o nomeado pela tropa para assumir o estado. O chefe das Forças Armadas, Min Aung Hlaing, será o responsável por fiscalizar e administrar as autoridades.

Todo o anúncio foi feito horas depois da detenção da chefe do governo, Aung San Suu Kyi, pelas forças armadas birmanesas, segundo indicou Myo Nyunt, porta-voz do partido da presidente, a LND.

“Fomos informados que ela está detida em Naypyidaw (a capital do país), supomos que o Exército está em vias de organizar um golpe de Estado”, indicou Nyunt.

A mesma fonte admitiu que outros responsáveis pelo partido também foram detidos.

Repercussão

Ao saber dos últimos acontecimentos, os Estados Unidos exigiram a libertação dos líderes detidos e ameaçaram reagir em caso de recusarem.

“Os Estados Unidos opõem-se a qualquer tentativa de alterar os resultados das recentes eleições ou de impedir a transição democrática da Birmânia e agirão contra os responsáveis se estas medidas [detenções] não forem abandonadas”, disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, em comunicado.

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