COVID com dias contados? Ministério da Saúde anuncia vacinação a partir de janeiro

Serão compradas e distribuídas pela União 46 milhões de doses da vacina

Foto: Vinícius de Melo/Agência Brasília

Atualização

O presidente Jair Bolsonaro afirmou hoje (21) que o governo federal não comprará a vacina CoronaVac, que está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. De acordo com ele, antes de ser disponibilizada para a população, a vacina deverá ser “comprovada cientificamente” pelo Ministério da Saúde e certificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em meio a notícias do segundo surto da epidemia na Europa surge uma luz no fim do túnel: há previsão da vacina contra a COVID-19 chegar no Brasil no início de 2021. Quem sabe a vontade de aglomerar não acabe no carnaval? Otimismo a parte, vamos aos fatores que levaram ao anúncio desta boa nova.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou em reunião com todos os governadores do País, nesta terça-feira (20), um grande Plano Nacional de Imunização (PNI) a partir de janeiro de 2021. A vacina será distribuída ao Sistema Único de Saúde (SUS) de todas as unidades do Brasil após ser adquirida. Esta informação foi concedida no decorrer da reunião do Fórum de Governadores.

Um protocolo de intenções chancelado pelo ministério garantirá 46 milhões de doses da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, de São Paulo, com o laboratório Sinovac (China). Vale ressaltar que o Butantan já se tornou um dos maiores provedores de vacinas para o SUS. “O Brasil terá vacina segura dentro de um grande Plano Nacional de Imunização com ampla oferta aos brasileiros”, frisou Pazuello. O ministro assegurou que a pasta tem destreza no processo para certificar que todos os Estados recebam a tão sonhada e ansiosamente aguardada imunidade ao coronavírus.

O ministério também teria um “plano b”: a AstraZeneca. Esta também está numa fase de produção bem desenvolvida. Por este fator, ela pode ser a “segunda vacina” comprada e partilhada pelo ministério. Produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e desenvolvida em colaboração com a Universidade de Oxford (Reino Unido), a vacina, garantiu a Fiocruz – pode ser produzida em grande escala a partir do início do próximo ano, chegando a agosto de 2021 com 110 milhões de doses e produção 100% nacional.

Segundo a fala do ministro Pazuello, o PNI determinará um cronograma de vacinação nacional e definirá os grupos prioritários que serão agraciados com as primeiras vacinas – que por serem necessárias duas doses, podem imunizar cerca de 23 milhões de brasileiros, no primeiro momento. 

Vale lembrar que a AstraZeneca também tem necessidade de ser feita em dose dupla. A princípio, a estimativa é de fornecer 30 milhões de doses a partir de fevereiro de 2021. Caso isso acontecesse, mais 15 milhões de pessoas também seriam imunizadas. Se liberada pela a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no mesmo período, já no início do próximo ano poderá ser possível contar com 76 milhões de doses de vacinas.

Representantes de Brasília na reunião

O vice-governador Paco Britto, o qual estava representando o governador Ibaneis Rocha na oportunidade, congratulou o ministro pela eficiência e transparência no processo. “Um dia muito importante no calendário de 2020 que reascende a esperança em todo o País e, em especial, nos moradores de Brasília, que esperam, ansiosamente, pela vacina”.

O secretário de Saúde, Osnei Okumoto – que participou de parte da reunião – também comemorou. “O mundo todo espera pela vacina. E ela virá como um presente de Natal para o mundo e, em especial, para Brasília. Mas até lá, vamos continuar enfrentando a pandemia com seriedade e responsabilidade”.

*Com informações de Agência Brasília

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