Anvisa aprova uso emergencial da vacina da Janssen contra covid-19

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A vacina da Janssen apresentou eficácia com a aplicação de dose única

“A autorização de mais uma vacina é um sopro de esperança”. A afirmação do diretor da Quinta Diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Alex Campos, resume o sentimento com o anúncio desta quarta-feira (31). Hoje, a Anvisa aprovou o uso emergencial do imunizante desenvolvido pela Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Jonhson.

Com a decisão da Anvisa, o Brasil passa a ter cinco vacinas contra a covid-19 autorizadas para uso no Plano Nacional de Imunização. São elas: Pfizer-BioNTech, Oxford-AstraZeneca, CoronaVac (Sinovac), Janssen e Covishield. O governo federal já comprou 38 milhões de doses da vacina. De acordo com o cronograma do Ministério da Saúde, as primeiras doses devem ser entregues até o fim de agosto deste ano e o segundo lote está previsto para a chegar até o dia 30 de novembro.  

Estados Unidos, Canadá e países europeus já autorizaram o uso, de forma emergencial ou provisória, do imunizante desenvolvido pela Janssen, que ainda tem a recomendação da Organização Mundial de Saúde.

A Vacina da Janssen

Baseada em vetores de adenovírus sorotipo 26 (Ad26), a vacina da Janssen é indicada para maiores de 18 anos. Diferente de outros imunizantes, poderá ser aplicada em dose única de 0,5ml. Segundo os testes realizados e considerando o prazo de 14 dias após a aplicação, a taxa de eficácia é de 66,9% para casos leves e moderados e 76,7% para casos graves.

As doses podem ser armazenadas na temperatura entre 2°C e 8°C, seguindo esse procedimento, o prazo de validade é de três meses. Após aberto, o frasco pode ser utilizado em até seis horas.

“Continuamos avançando, e para o bom combate, precisamos de uma sincronia de ações. Peço a cada profissional da saúde responsável em realizar a imunização, ATENÇÃO! Cada dose administrada representa a esperança, o suor e o trabalho de muitos profissionais para salvar vidas. Brasileiros, quando chegar sua vez, não hesite, vacine-se!”, recomenda Meiruze Freitas, diretora da Segunda Diretoria e relatora do processo.

A relatora ainda falou sobre os estudos clínicos não terem analisado a eficácia da vacina para as novas variantes do coronavírus. Ela ainda ainda pediu para que as equipes de saúde não misturem os imunizantes, assim, a primeira e a segunda dose precisam ser feitas com o mesmo fabricante. “Não há resultados suficientes sobre os resultados com vacinas de dois fabricantes diferentes”, afirmou

 

 

 

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