Anvisa aprova o Capacete Elmo criado no Ceará para o tratamento da Covid-19

O equipamento foi elaborado em um tempo recorde de 3 meses1

Elmo
Créditos: Divulgação

Capacete, batizado de Elmo, age como respiração artificial não invasiva, passou em fase obrigatória da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O equipamento dispensa a necessidade de intubação dos pacientes.  Depois que os internados do Hospital Leonardo da Vinci em Fortaleza, responderam positivamente ao tratamento com o instrumento, a Anvisa autorizou a produção em larga escala pela empresa cearense Esmaltec.

Desenvolvido em em três meses, os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (4), no canal da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE) no YouTube. O médico e idealizador ,Marcelo Alcântara, e o supervisor do Centro de Investigação Científica da Escola, Jadson Franco estiveram no encontro.

O capacete

Elmo
Créditos: Divulgação

Feito com silicone e PVC, o equipamento barateia o tratamento da Covid-19. O capacete também proporciona que o gás carbônico não seja expelido no ambiente, garantindo a segurança dos profissionais de saúde. “Dentro do que ele fornece, pode prevenir a necessidade de intubação e suas implicações. Além disso, ele é muito simples para o profissional de saúde manusear”, explica a fisioterapeuta Gabriela Carvalho, que participou das pesquisas com o produto. O capacete também poderá ser usado no tratamento de outras doenças pulmonares.

Na apresentação do projeto, Marcelo Alcântara explicou que a força que o indivíduo faz ao respirar aumenta a probabilidade de uma lesão pulmonar, o Elmo daria auxílio nessa ação, evitando lesões graves no pulmão. “Nós não temos nenhuma droga para tratar diretamente o vírus, o que temos é suporte”, detalhou.

Baseado no equipamento europeu Helmet, o Elmo foi desenvolvido por uma força tarefa entre o Governo do Ceará, Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/Ceará), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade de Fortaleza (Unifor).

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