UFPR desenvolve teste para covid-19 com custo de R$ 5 e R$ 10

O alto custo dos testes para detecção do novo coronavírus é uma barreira que pode ter seus dias contatos. A UFPR desenvolveu dois testes com custo de produção de R$ 5 e R$ 10

Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR – Litoral) desenvolveram dois novos testes para a detecção do coronavírus. Em oferta tecnológica via Agência de Inovação da UFPR, as duas tecnologias podem substituir os antígenos virais importados, são eles que encarecem o valor dos kits de diagnóstico de detecção da covid-19.

Testes mais baratos e com alta taxa de eficácia são grandes aliados no controle da pandemia do coronavírus. Com a testagem em massa, os agentes públicos podem propor e implementar políticas públicas mais eficientes. Auxiliando assim, na reabertura segura da economia e aliviando a sobrecarga do sistema de saúde.

Será preciso uma parceria com empresas para viabilizar a ida dos testes para laboratórios e hospitais. O caminho utilizado pela UFPR é a oferta tecnológica. Assim, os interessados podem fazer uma proposta para a avaliação da instituição. As ofertas podem ser encaminhadas até o dia 30 de junho.

UFPR
O professor Luciano Huergo e o bolsista de iniciação científica Marcelo Conzentino no Laboratório de Microbiologia Molecular da UFPR Litoral. Fotos: Divulgação/UFPR

Os novos testes

Os dois novos testes foram desenvolvidos pela Laboratório de Microbiologia Molecular da UFPR Litoral. Os pesquisadores conseguiram produzir, de forma sintética e em escala, as proteínas utilizadas para detectar o coronavírus. Assim, seria possível reduzir o custo em até cinco vezes, afinal, não haveria nem a influência do câmbio, nem de taxas de importação.

Um dos testes, propõe uma nova metodologia em que a o soro do sangue é separada e depois incubada com os antígenos, produzidos pelo laboratório, e logo depois, um outro líquido é colocado para identificar a presença dos anticorpos. O custo estimado deste kit é de R$ 10. O resultado fica pronto em 15 minutos, neste período seria possível realizar de dez a 15 teses.

O outro teste é uma adaptação para o Enzyme-Linked Immunosorbent Assay, o Elisa. O custo estimado é de R$ 5. Mais uma vantagem além da redução de custos é o aumento da capacidade de processamento dos testes. Em quatro horas é possível processar até 96 amostras.

Luciano Fernandes Huergos, professor e coordenador do laboratório, entende que “A parceria com empresa permitiria que os kits chegassem a um número maior de pessoas, já que os testes são necessários para o enfrentamento da pandemia no Brasil. A universidade não tem capacidade de produzir kits em larga escala, comercializá-los e nem registrá-los nos órgãos sanitários, porque apenas empresas podem fazer isso”.

Nanotecnologia 

Os testes utilizam a tecnologia de nanobiopartículas e graças a elas é possível ter uma redução dos falsos positivos. Huergos relata que “Não encontramos no mercado produto similar que seja capaz de detectar dois antígenos com tanta rapidez, escalabilidade e preço. O fato de as proteínas estarem em solução e não fixadas em um substrato seco, como nos testes imunológicos tradicionais, reduz o número de falsos positivos. Além disso, o uso de nanopartículas e de reagentes cromogênios especiais aumenta a sensibilidade de detecção do nosso método”.

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