NASA e ESA divulgam as fotos mais próximas do Sol já registradas

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Setas brancas indicam ‘fogueiras’ solares captadas pela sonda Orbiter. Foto: Divulgação NASA/ESA

As imagens revelam minúsculas labaredas solares que pontilham a superfície da estrela

A NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA) publicaram, nesta quinta-feira (16), as imagens mais próximas já capturadas da superfície do Sol. As fotos inéditas capturadas pela sonda Solar Orbiter, lançada em fevereiro de 2020, que tem como objetivo estudar o astro mais de perto.

As fotos foram registradas em maio, quando a missão da sonda solar chegou a 77 milhões de quilômetros de distância da superfície solar (metade do percurso entre a estrela e a Terra), as imagens surpreenderam cientistas ao revelarem fenômenos nunca observados com tantos detalhes anteriormente.

Os destaques da missão são pequenas labaredas na superfície da estrela que os pesquisadores batizaram de “campfires” e “nanoflares” (fogueiras e nano chamas, em tradução livre).

Embora as origens do novo fenômeno ainda sejam desconhecidas, cientistas da NASA e da ESA acreditam que estas fogueiras pontilhando a superfície solar sejam mini-explosões ocorridas em todo o Sol, ajudando a aquecer a atmosfera externa da estrela conhecida como corona.

“Esses registros incríveis vão ajudar cientistas a estudarem as camadas atmosféricas do Sol, o que é importante para o entendimento de como isso afeta o clima próximo da Terra e em todo o Sistema Solar.”, afirmou Holly Gilbert, cientista da NASA, em nota publicada no site da agência.

A missão da sonda só começou, o objetivo principal da Orbiter é observar os pólos do Sol, num ponto de vista que nunca fomos capazes de ver com nenhuma sonda antes. Levará cerca de dois anos para a Orbiter entrar na órbita certa para observar as regiões polares do Sol.

“Estamos aguardando ansiosamente pelo novo conjunto de dados”, disse o pesquisador francês Frédéric Auchère, parte da equipe da Orbiter. O próximo passo para investigar o fenômeno inédito é medir a temperatura das chamas. “A esperança é detectar e quantificar o papel dos nanoflares no aquecimento coronal”.

 

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