Polícia do DF deflagra operação contra tráfico de animais

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Polícia Civil e Ibama cumprem mandados de busca e apreensão pela operação Snake — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Esta é segunda fase da investigação, que resgatou serpente naja após estudante ser picado.

A Polícia Civil do DF e agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deflagraram a operação Snake, na quinta-feira (16), para investigar o suposto esquema de tráfico de animais silvestres.

Esta é a segunda fase da investigação que começou após o estudante de veterinária Pedro Henrique Lehmkul ser picado por uma cobra naja, no dia 7 de julho.

Quatro mandados de busca e apreensão foram expedidos com o objetivo de recolher provas contra o grupo investigado por tráfico, incluindo a casa de Pedro que foi multado por criação irregular de animais exóticos.

Um dos objetivos do inquérito é apurar como os animais foram trazidos ao Brasil, Pedro Henrique é aguardado para prestar depoimento, assim que deixar o hospital. O coronel da Polícia Militar Eduardo Condi, padrasto do estudante, também é um dos alvos da investigação, suspeito de ter ajudado o enteado a ocultar provas.

Outra serpente foi apreendida durante as buscas. De acordo com a polícia civil a cobra aprendida não é venenosa e estava “tranquila”. Para não atrapalhar as investigações a polícia não informou o nome dos demais investigados e nem o local exato em que a cobra foi encontrada.

Além da serpente, os agentes apreenderam documentos, aparelhos celulares, medicamentos de uso veterinário e equipamentos que seriam usados na criação ilegal de animais silvestres e exóticos.

A legislação brasileira proíbe a criação desses animais, no entanto, Lehmkul mantinha uma naja de cerca de 1,5 metro em sua casa, no Guará II. Picado pela cobra o estudante, de 22 anos, passou seis dias internado em um hospital particular do Gama e recebeu alta em 13 de julho.

Após o incidente, agentes do Batalhão da Polícia Militar Ambiental encontraram a naja dentro de uma caixa abandonada na região central de Brasília. O animal foi então entregue ao Ibama, que o repassou para o Zoológico de Brasília.

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