Gestantes devem manter o pré-natal mesmo na pandemia

Gestantes
Consultas na Atenção Primária do DF, são sem custo para o paciente. Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

Atendimento a pacientes continua de forma presencial na Atenção Primária

Devido à pandemia do coronavírus, alguns serviços prestados nas unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal foram pontualmente suspensos para evitar aglomeração. No entanto, os atendimentos às gestantes para o pré-natal e demais necessidades estão em curso, normalmente, em toda a Atenção Primária.

Em março de 2020, o Ministério da Saúde lançou nota técnica sobre a importância da continuidade do acompanhamento gestacional, por parte das futuras mães, mesmo durante a pandemia de Covid-19. O atendimento para esse público segue todos os protocolos sanitários vigentes. Ao chegar às UBSs, por exemplo, as gestantes devem aguardar o mínimo possível, de modo a evitar aglomerações em salas de espera.

Saúde da Mulher

Médico e gerente da UBS 1 da Asa Sul (612), Marcus Limeira reforça que a unidade tem feito um trabalho importante em saúde da mulher, em que atividades relacionadas ao pré-natal e à saúde sexual foram preservadas e estão em pleno funcionamento. A colocação de dispositivo intrauterino (DIU), por exemplo.

“Nossa unidade atende a uma demanda importante – cerca de 180 gestantes mensais – porque o nosso hospital de referência é o Hospital Regional da Asa Norte [Hran]. Apesar de ele estar suspenso por ser, agora, o hospital de referência para a Covid-19, elas estão sendo direcionadas para o Hospital Materno Infantil”, explica.

O profissional alerta para a importância do acompanhamento pré-natal e informa que, nos termos do protocolo do Ministério da Saúde, a gestante deve ter, no mínimo, sete consultas, além de receber vacinas preconizadas. Como a da influenza, que está disponível na rede pública.

Organização

A Coordenação de Atenção Primária à Saúde (Coaps) destaca que, desde o início da pandemia, todas as UBSs tiveram o seu fluxo reorganizado para que todos os atendimentos fossem feitos de forma harmônica e sem riscos. A área adotou a estratégia fast-track, com dois fluxos definidos.

Médico de família e coordenador da área, Fernando Érick Damasceno informa que nenhum tratamento deve ser abandonado em decorrência da Covid-19. “Organizamos os fluxos para manter a biossegurança e os pacientes em agenda separados dos pacientes com sintomas respiratórios e síndrome gripal com possível suspeita de Covid-19. Com isso, mesmo com as recomendações sanitárias que precisamos respeitar, nós preservamos a carteira de serviços da Atenção Primária”, garante.

 

 

* Com informações da Secretaria de Saúde

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