GDF oferece entretenimento a moradores de rua acolhidos em alojamentos

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As exibições acontecem às terças e quintas-feiras, com curtas e longas-metragem. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Cineastas exibem produções locais para abrigados de acampamentos sociais do GDF. Iniciativa dá dignidade cultural e inserção social

No trabalho de acolhimento à população em situação de rua durante esse período de pandemia da Covid-19, as secretarias de Cultura e Economia Criativa (Secec) e de Desenvolvimento Social (Sedes) do Distrito Federal firmaram parceria para exibir filmes para as pessoas que estão nos Alojamentos Provisórios do Autódromo Nelson Piquet, no Plano Piloto, e no Estádio Abadião, em Ceilândia.

Cada unidade tem a capacidade para abrigar até 200 pessoas. Em cada alojamento, foram montados 50 contêineres, com capacidade para quatro adultos cada, do sexo masculino. A estrutura conta ainda com um espaço de recreação, com jogos de carta e pebolim. No local, foi montada uma tenda coberta, aberta nas laterais, onde os acolhidos podem assistir aos filmes projetados.

“Aqui a gente busca parcerias o tempo todo para proporcionar esse tipo de lazer. É uma forma de entreter essas pessoas que têm uma luta diária contra o vício e que sofrem com a saudade da família”, comenta uma das coordenadoras do projeto, Karen Cury, que faz parte do Instituto Tocar, OnG e responsável pela gestão do espaço no Plano Piloto, a partir de um termo de cooperação assinado com a Secretaria de Desenvolvimento Social. “Eles adoram as sessões de cinema, muitos se identificam com as histórias e refletem sobre suas condições em cima do que assistem”, diz.

As exibições acontecem todas às terças e quintas-feiras. Na terça, é dia de Cine Fusca, iniciativa privada e voluntária do artista de teatro e circo Rafael Trevo. Paulistano radicado na cidade desde 2015, ele transformou em cinema um velho Fusca, modelo 1964, e leva, em estilo mambembe, histórias reais e de ficção em curta-metragem para projetos sociais como esse dos alojamentos provisórios do GDF.

“Em momentos como este que estamos vivendo, levar cultura é como levar um agasalho a quem precisa, afinal o cinema, ao mesmo tempo que entretém, nos permite refletir sobre o nosso papel no mundo”, corrobora o secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues.

 

*Com informações da Secec-DF

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