Saúde mental é tema do espetáculo “Hiato”, em cartaz em Brasília

Os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) colocam o Brasil como o primeiro país no ranking da ansiedade na América Latina, além disso, a OMS reconhece o alto uso de medicamentos também para depressão. Preocupado com essas informações, o ator e dramaturgo brasiliense Arthur Tadeu Curado quer usar a arte para discutir a saúde mental. A peça Hiato entra em cartaz no Espaço Renato Russo, em Brasília, a partir do dia 31 de janeiro.

Assim, o espetáculo teatral Hiato nasce da necessidade de jogar luz em temas coletivos importantes neste início de século. Em tempos de hiperconectividade e superestimulação, a humanidade enfrenta uma epidemia dos casos de depressão, ansiedade, superaquecimento (ou síndrome de burnout) e suicídio. O tema central do espetáculo é a saúde mental.

Opiniões sobre o espetáculo “Hiato”

A peça, que ainda tem a participação da atriz e bailarina Larissa Salgado e da diretora Andréa Alfaia, propõe dar voz a alguns personagens para que possam falar da relação com a ideia da desistência, de como foram afetados pela competitividade e pouca interação social.

“Sabemos que ocupar-se com questões de morte e suicídio significa violar tabus”, pontua o dramaturgo Arthur Tadeu Curado. Em Hiato, este assunto é abordado com muito cuidado. “Sabemos do teor polêmico do tema e estamos trabalhando para suavizar a linguagem e transformar em poesia e arte”, ressalta.

A montagem parte de uma investigação da alma humana. Material psicológico que qualquer limite imposto poderia implicar em deixar de fora uma parte importante. “Por isso, investigamos trabalhos científicos e muito da literatura especializada. Pesquisamos pontos de vista da sociologia, teologia e da medicina e transformamos em ação, palavras, luz e sombra”, explica o dramaturgo.

“Quem não viveu alguma espécie ‘hiato’, de crise ou pelo menos algum momento muito tenso de 2016 para cá?’, questiona Arthur Tadeu Curado. Conforme comenta a atriz Larissa Salgado, seu hiato “acontece junto com a maternidade. É importante falarmos sobre a quantidade de mães recentes adoecidas, não pela gestação ou pelo parto, mas pelas bruscas transformações físicas, neuronais e hormonais que precisamos atravessar. E o pior é que não temos nem a chance de estarmos desequilibradas, pois afinal, a maternidade ainda hoje é vista como o ápice da vida de uma mulher. A realidade nem sempre é tão bonita assim”.

Serviço:


Local: Sala Multiuso do Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul), em Brasília
Temporada: de 31 de janeiro a 09 de fevereiro
Horários: Sextas e sábados, às 20h; e domingos, às 19h
Classificação Indicativa: 16 anos
Duração: 50 minutos
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada)

O Espaço Renato Russo é um palco de diversas atrações durante o ano, continue a acompanhar essa e outras oportunidades.

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