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Em 10 anos, Brasil deixa de exportar US$ 56,2 bilhões para a América do Sul

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Créditos: Tânia Rego/Agência Brasil

Perda deve refletir diretamente no setor de indústrias nacionais, diz a CNI

Já faz algumas décadas que o Brasil tem perdido espaço no comércio regional. Os reflexos dessa abstenção, foram visualizados agora em 2021. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a redução fez com que o país deixasse de exportar US$ 56,2 bilhões para a América do Sul. 

Segundo o levantamento, a participação brasileira nas importações dos demais países sul-americanos (exportações nacionais para os os países vizinhos) caiu de 14,5% em 2010 para 10,7% em 2019. Consequentemente, os países do subcontinente deixaram de vender produtos para a demanda nacional. O Brasil absorveu apenas 7,4% das exportações sul-americanas em 2019, contra 10,5% em 2010.

A CNI explicou que esse encolhimento, afeta diretamente na indústria, tendo em vista que a América do Sul é o principal destino das vendas de manufaturados brasileiros, e concentra 38% das exportações industriais. Sob outro ponto de vista, ao considerar apenas as exportações nacionais para países sul-americanos, os manufaturados correspondem a 82%.

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Créditos: arquivo/Agência Brasil

As sucessivas crises econômicas vividas pelo país vizinho foram a principal responsável pela retração nas exportações brasileiras para a América do Sul. A CNI calculou que a perda total foi US$ 56,2 bilhões. O Brasil também deixou de exportar US$ 5,9 bilhões (10,5%) para o Peru, US$ 5,3 bilhões (9,4%) para a Colômbia e US$ 2,4 bilhões para o Chile (4,3%).

O comércio do Brasil com a América do Sul encolheu ao mesmo tempo em que os demais países do subcontinente preencheram espaço com outros parceiros comerciais. De 2010 a 2019, as importações das economias sul-americanas subiram 12,9%, sobretudo da China, dos Estados Unidos e da União Europeia.

Estimativa

Para chegar ao cálculo dos US$ 56,2 bilhões de perda comercial, a CNI estimou o valor que o Brasil teria exportado caso mantivesse a fatia de 14,5% nas importações dos países sul-americanos registrada em 2010. Em contrapartida, a participação da China nas importações sul-americanas subiu de 15% para 20,8%. Sob o mesmo critério, o percentual dos Estados Unidos passou de 17,5% para 19,5% e o da União Europeia cresceu mais timidamente, de 12,3% para 13,6%.

*Com informações da Agência Brasil.

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