DF adia retorno das aulas na rede pública

DF adia retorno das aulas na rede pública
Coletiva de imprensa no Palácio do Buriti. Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Decisão visa dar mais segurança a estudantes e servidores.

O retorno às aulas presenciais na rede pública de ensino do Distrito Federal (DF) foi adiado. A decisão foi tomada como forma de precaução, para evitar o aumento de contaminações pela Covid-19. A previsão inicial era de que os alunos retornassem às escolas no dia 31 de agosto, a nova data ainda não foi definida.

A informação foi divulgada na tarde desta quarta-feira (19) em coletiva de imprensa no Palácio do Buriti para tratar das novas medidas do combate ao novo coronavírus, além do impacto na economia e a questão do retorno às aulas.

Além do secretário de Educação, Leandro Cruz, participaram do evento os titulares da Casa Civil, Gustavo Rocha; de Governo, José Humberto Pires; de Saúde, Francisco Araújo; e de Economia, André Clemente. Também esteve presente o subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage.

“A decisão é fruto de grande debate com escolas, comunidade escolar e com observação científica da evolução da curva da pandemia. Neste momento, apesar de as escolas estarem prontas para o retorno, isso será adiado pela vida e saúde de todos”, declarou o secretário de Educação, Leandro Cruz.

De acordo com o secretário, o comportamento da pandemia seguirá em acompanhamento para que as providências de retorno às aulas presenciais sejam tomadas de forma segura.

Ensino remoto

O ensino remoto será mantido. O programa Escola em Casa DF, com a plataforma Google Sala de Aula, tem cadastrados 470 mil estudantes e 72 mil profissionais da educação.

A Secretaria de Educação está em processo para retomar as teleaulas, trabalhando nos preparativos para o processo de contratação dos canais de televisão. Além disso, o edital de chamamento público às operadoras de internet móvel foi publicado. A pasta pagará o custo para incluir aqueles que não têm condições, assim que as empresas se cadastrarem.

Enquanto as aulas presenciais estiverem suspensas, o governo continuará pagando os auxílios mensais da Bolsa Alimentação e Bolsa Alimentação Creche, criadas para garantir a segurança alimentar e nutricional dos estudantes. Muitos têm na merenda escolar suas principais refeições.

Rede privada

O GDF não vai interferir no calendário de retorno das escolas privadas. Atualmente, as aulas nas instituições particulares da capital estão suspensas por força judicial.

 

*Com informações da Secretaria de Educação

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