Como fica a cultura Geek durante a pandemia?

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Nos últimos anos, a cultura Geek foi ganhando espaço nos cinemas, nas livrarias, e até com a realização de eventos próprios, como a Comic Con Experience (CCXP). Os fãs de revista em quadrinhos, séries americanas, super-heróis ou videogames chegam a movimentar por ano mais de R$ 138 bilhões no país, segundo especialistas. No entanto, a pandemia do novo coronavírus mudou o roteiro.

O escritor pernambucano que circula pelos universos do terror, AT Sergio, acredita que o ano de 2020 bem que poderia ser um roteiro apocalíptico. “Além da pandemia pelo novo Coronavírus, vendavais, nuvens de gafanhotos fazem parte do pacote. Tudo bem que muitos desses considerados desastres naturais sempre fizeram parte da nossa história, mas vamos combinar que, especificamente em 2020, está tudo parecendo partes de um mesmo roteiro, que provoca incerteza e medo a cada momento. Ou seja, dos bons.”

Produções audiovisuais paradas, cinemas fechados, eventos colocados em dúvida, o público geek terá de ter paciência e esperar mais tempo por filmes como em tempo para morrer, Um lugar silencioso 2, Novos Mutantes, The Batman, Viúva Negra, Os Eternos, e outros. AT confia “que o ano promete ser 2021. Que os bons ventos da cultura Geek nos protejam até lá.”

Entre as produções canceladas estão: Stranger Things, Carnival Row, Riverdale, Wandavision, Falcão e o Soldado Invernal, O Senhor dos Anéis, entre outras, simplesmente não tem mais data para voltar. “O quanto apocalítico isso pode ser?”, brinca AT. Na questão literária, não teremos Bienal do Livro, nem FLIP, e as premiações, como é o caso da Odisseia, vão acontecer de forma online.

Soluções?

O digital foi se tornando mais presente na vida das pessoas por conta da quarentena, e o universo Geek também seguiu este caminho. 

“Ok, estamos encontrando novas saídas para tudo”, lembra o autor, que também enfatiza: “o mundo digital nunca teve tanta força e é nele que precisamos nos concentrar  no momento, seja com lançamentos, que por enquanto estão acontecendo apenas dessa forma, ou mesmo com a revisão de títulos mais antigos, para reforçar nossa cultura nesses tempos sombrios”.

AT lembra que entre as escolhas dos autores que não querem cair no esquecimento estão: mais exposição nas redes, lives e parcerias para vendas online. O próprio autor trocou o lançamento de um novo livro inédito, que aconteceria por causa da Bienal do Livro, pela coletânea As 13: Histórias Diversas, que traz dois contos inéditos, no começo deste ano, e que está disponível ainda apenas em versão online, na Amazon.

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