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Clínicas privadas negociam compra de vacina contra a covid-19

covaxinUma comitiva da ABCVAC embarcou para Índia para visitar a Bharat Biotech, que desenvolve o imunizante Covaxin

Na corrida pela vacina contra a covid-19, a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) embarcou nesta segunda-feira (4) para a Índia. A comitiva irá visitar a fábrica da Bharat Biotech, responsável pela pesquisa e desenvolvimento da Covaxin.

A viagem acontece para viabilizar a importação da vacina para o Brasil. Claro que para que as doses estejam à disposição das clínicas particulares, é preciso autorização do uso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Covaxin já tem autorização de uso emergencial das autoridades indianas. Por lá, 300 milhões de pessoas deverão ser vacinadas. A Índia também autorizou o uso da vacina desenvolvida pela Oxford e Astrazeneca.

A vacina desenvolvida pelo laboratório indiano também é administrada em duas doses, como acontece com a da Pfizer e da Oxford/Astrazeneca. O intervalo entre as doses é de duas semanas. De acordo com o laboratório, a Covaxin produz uma resposta imune e teve resultados satisfatórios em todos os grupos de pesquisa e não apresentou reações adversas relacionadas à vacina. A última fase dos testes clínicos contou com 26 mil voluntários em 22 localidades da Índia.

“Essa deve ser a primeira vacina disponível para o mercado privado brasileiro, por meio de um MOU (Memorandum of Understanding, ou Memorando de Entendimento) assinado com a ABCVAC”, conta o presidente da entidade, Geraldo Barbosa. As 200 associadas, que representam 70% do mercado privado nacional, terão prioridade na aquisição do imunizante.

No entanto, caso a Covaxin largue na frente das outras vacinas e seja o primeiro a ter registro na Anvisa e se estiver disponível para o uso, o poder público pode direcionar a vacina para a rede pública.

O presidente da ABCVAC conta que a empresa indiana deverá disponibilizar 5 milhões de doses para o mercado privado brasileiro. A vacina deve chegar no meio do mês de março, mas a data depende dos trâmites de aprovação da Anvisa. 

Com as redes particulares recebendo uma opção de vacina, a população que não estiver contemplada no grupo do Plano Nacional de Imunização poderá ter acesso ao imunizante. 

“Inicialmente a notícia era de que as clínicas privadas brasileiras não teriam doses disponíveis, porém, com a entrada desse novo player no mercado, tivemos a oportunidade de negociação. Estamos muito felizes em ter a chance real de contribuir com o governo na cobertura vacinal, utilizando da saúde suplementar para desafogar os gastos públicos”, explica Barbosa.

Bharat Biotech

Um nome até então pouco conhecido pelo brasileiro, que nos últimos meses se acostumou a ouvir nomes de laboratórios e centros de pesquisa. A Bharat Biotech tem condições de produzir 300 milhões de doses da vacina Covaxin, que deverá ser direcionada ao mercado interno e também, ao sistema público de saúde brasileiro. Para isto, é preciso um acordo com o governo federal.

A Covaxin usa a tecnologia do vírus inativo e a vacina pode ser acondicionada em geladeiras comuns, pois exige uma temperatura entre 2° a 8°C. A previsão é de que seja lançada no mercado em fevereiro de 2021, e a projeção é de que sua validade contra a covid-19 seja de 24 meses.

Anvisa

A agência reguladora participou de uma reunião com representantes da Bharat Biotech. Durante o encontro foram apresentados os critérios e os passos para a requisição do uso emergencial e o registro de vacinas.

A empresa indiana esclareceu que deverá definir uma estratégia específica para o país, podendo conduzir estudos da fase 3 ou poderá solicitar o registro definitivo.

A Anvisa destaca que “o Guia do uso emergencial prevê que a vacina possua um 

Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM) anuído pela Anvisa e o ensaio clínico fase 3, pelo menos, em andamento e em condução no Brasil. A vacina da Bharat Biotech não cumpre este requisito neste momento.”

Sendo assim, a farmacêutica indiana deve realizar a solicitação de uso via registro definitivo. A Anvisa diz estar à disposição para auxiliar a empresa assim que a estratégia for definida.

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