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Sindicato quer incluir academias como serviço essencial

Sindicato defende a inclusão das academias de ginástica no novo programa de ajuda econômica do DF

Os empreendedores sabem dos desafios enfrentados depois de março de 2020. A pandemia do coronavírus fez com que governos implementassem medidas restritivas e muitos negócios precisaram ser pausados. Entre eles, estão as academias de ginástica, que, infelizmente, acumularam perdas e prejuízos com a necessidade do lockdown.

Segundo levantamento do Sindicato das Academias do Distrito Federal, o Sindac-DF, nos primeiros meses de fechamento, mostrou que pelo menos 100 empresas fecharam em definitivo e 8 mil pessoas foram demitidas do setor. De acordo com a presidente da entidade, Thais Yeleni, a situação ainda não melhorou e há muitas academias com risco de demissão em massa e encerramento de atividades na capital do país.

A presidente entende que parte do prejuízo é devido ao não entendimento das academias como serviço essencial. “Nós fornecemos saúde. É comprovado que a atividade física trata e previne inúmeras doenças e que pode ser uma aliada no combate e recuperação pós covid-19”, ressalta.

As pesquisas apontam que pessoas ativas têm menores chances de ser internadas com covid-19. Outro ponto é adequação, os espaços adotaram medidas de prevenção para evitar a transmissão da doença, “nos preparamos com protocolos rígidos e estamos seguros para atender aos brasilienses. Assim, vamos ajudar não só o praticante de exercício físico, mas também, a diminuir o número de internações por causa da doença”.

Sobre a segurança nas academia, um estudo realizado no Reino Unido concluiu que as academias não são espaços de transmissão intensa da doença. Os pesquisadores da Universidade Sheffield Hallan, analisaram 62 milhões de visitas à academia feitas em 17 países da Europa e identificaram apenas 487 casos de pessoas contaminadas pelo coronavírus, o equivalente a 0,78 a cada 100 mil. Outro estudo feito na Noruega chegou à mesma conclusão.

O coordenador da Bodytech Lago Sul, Anderson Dornelas, relata que “precisamos frisar que o trabalho das academias e profissionais da educação física é levar saúde, física e mental, para as pessoas. Diferentes de outros ambientes e capitaneados pela ACAD (Associação Brasileira de Academias), desenvolvemos protocolos seguros e extremamente rígidos para impedir a proliferação do vírus. Inclusive, em muitos aspectos, atendendo mais do que as recomendações dos decretos estaduais, tudo isso para realmente garantir a saúde e bem-estar da população”.

Setor pede ajuda econômica 

Ontem (26), o Governo do Distrito Federal (GDF), via decreto, ampliou o horário de funcionamento das academias, mas a medida não parece ser o bastante para ajudar na recuperação econômica das empresas do setor, que exigem ser incluídas no programa Pró-Economia, lançado no início do mês de maio.

Thaís Yeleni relata que foi surpreendida com a exclusão do GDF no Pró-Economia. Para a presidente, o programa ” poderia ajudar a socorrer o nosso setor que passa por grandes dificuldades. Sentimos uma frustração muito grande ao saber que mesmo com todas as perdas que tivemos durante e pós lockdown e reuniões com solicitações nesse sentido, nada foi levado em consideração e fomos deixados de lado”, afirma.

“Precisamos que o governo entenda que somos essenciais para a manutenção da saúde de todos e podemos sim, combater e ajudar a evitar a piora dos casos de covid”, pontua. Thais destaca: “estamos preparados para ajudar, mas também precisamos dessa ajuda, que nos deem ferramentas para continuar sobrevivendo”.

Outra forma de facilitar o crescimento da economia do Distrito Federal, que está em análise na Câmara Legislativa do DF (CLDF) e também não inclui as academias, é o adiamento do pagamento Predial e Territorial Urbano, o IPTU e do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores, o IPVA. “O Governo sugere ainda mais benefícios e nós não fomos contemplados. Nosso setor vai sucumbir ainda mais sem esse reforço, sem essa ajuda. Será que não somos importantes para a economia?”, questiona Thais.

As medidas poderiam ajudar os empreendimentos, acredita a presidente, por também propor a concessão de remissão, anistia e isenção dos mesmos impostos, além da redução da alíquota do ISS de 5% para 2%. “Nós somos parte da solução, mas se o GDF não nos ajudar, não poderemos combater a covid-19 e nem manter/aumentar a economia local”, disse.

No entanto, a luta segue, e “Ainda não desistimos e estamos buscando ajudar o nosso setor a sair da crise. Por isso, na semana passada tivemos reunião com a Secretaria de Esportes e o jurídico da Casa Civil para viabilizar nossa inclusão nesses pacotes e projetos do GDF”, aponta! “Na quarta, falamos com o presidente da Câmara Rafael Prudente e quinta com os Secretários de esporte e de economia e seguimos buscando inclusão. Só assim vamos salvar as academias do DF”, complementa.

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