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CEB determina volta ao trabalho presencial e sindicato questiona a decisão

leilão
Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

Sindicato questiona a decisão da CEB de encerrar o trabalho remoto. Segundo a entidade, o retorno aumenta os riscos de contaminação pelo coronavírus

A privatização da Companhia de Energética de Brasília (CEB) se tornou uma novela jurídica, mas o fim pode estar próximo. Isto porque no dia 11 de dezembro, uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) que barrava a venda da CEB Distribuição. Com isso, o leilão, que foi realizado no início do mês, é considerado válido.

Se os funcionários, entidades de classe e até deputados distritais já protestavam contra a privatização, nesta semana, um outro assunto entrou na pauta de reivindicações dos trabalhadores da CEB.

Na sexta-feira passada (18), a CEB decidiu que os funcionários devem retornar ao trabalho presencial. A determinação causou um estranhamento entre os funcionários e o Sindicato dos Urbanitários no Distrito Federal (STIU-DF) questiona a decisão da empresa.

A entidade defende que este não é o melhor momento para o retorno ao trabalho presencial. O aumento de casos de coronavírus no Distrito Federal (DF) é o motivo principal para a defesa da manutenção do trabalho remoto.

O DF, de acordo com os números divulgados pela Secretaria de Saúde, tem 245.243 casos confirmados e 4.156 pessoas perderam a vida. No período de cinco dias, 17 a 21 de dezembro, foram registrados 2.994 novos casos.

Assim, o STIU-DF requisita a permanência do teletrabalho, e caso a CEB não tome as devidas providências, ou seja, mantenha o trabalho remoto, o sindicato já considera acionar a justiça. 

Em nota, a entidade reforça que “O STIU entende que nada vale mais do que a preservação da saúde e da vida das pessoas” e ainda questiona: “A empresa (CEB) se preparou para garantir as condições sanitárias para esse retorno? Quais os estudos que a diretoria se embasou para tomada de uma decisão tão preocupante?”.

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