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São Paulo recebe Conferência de Cannabis Medicinal

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Foto: JR ByronPixabay

Conferência Internacional de Cannabis Medicinal destacará o uso terapêutico de canabinóides, incluindo debate sob o âmbito legal e a relação com o vírus SARS-COV2

De 11 a 13 de agosto, a cidade de São Paulo recebe a I Conferência Internacional da Cannabis Medicinal (CICMED). Com um grupo de especialistas renomados, o evento tem o objetivo de desmistificar o uso terapêutico da cannabis, essa planta vem sendo utilizada para fins medicinais há pelo menos cinco mil anos.

“É preciso sair do academicismo ortodoxo e abrir os olhos para essa ferramenta terapêutica que tem evidências de eficácia há milhares de anos”, explica a Dra. Paula Vinha, Nutróloga com Doutorado e Mestrado em Clínica Médica pela Universidade de Medicina de Ribeirão Preto (SP), e coordenadora Científica da CICMED.

O primeiro dia da conferência será dedicado a um curso, voltado aos médicos e profissionais da saúde que desejam aprender as bases dessa terapêutica. Nos outros dois dias, 54 palestrantes de cinco países apresentarão as indicações clínicas, os benefícios e os resultados de pesquisas recentes em diferentes especialidades. O evento deve receber 600 médicos e profissionais da saúde, além de 100 participantes no curso pré-conferência. 

Para inscrições ou maiores informações sobre a I Conferência Internacional da Cannabis, basta acessar o link: https://www.cicmed.com.br/

Prescritora da cannabis medicinal há seis anos, a Dra. Paula Vinha defende que a classe médica entenda o valor e aplicabilidade da cannabis medicinal por meio do estudo de casos e da troca de conhecimentos. 

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Dra. Paula Vinha. Foto: Divulgação/CICMED

Atualmente, o Brasil tem cerca de três mil médicos prescritores da cannabis medicinal, o que representa apenas 1% da classe médica, segundo a coordenadora da conferência. “Muitos não sabem que todos os vertebrados têm um sistema endocanabinóide que regula processos fisiológicos, responsáveis pela homeostase do organismo. Esse desconhecimento inclui os médicos, já que a disciplina não está na grade curricular das faculdades de medicina”, pontua a médica.

Debate legal

O evento abre um palco para um debate sem preconceitos e fugindo da “caça às bruxas”, como relata a coordenadora científica da CICMED, assim eram e segue tratados os especialistas que consideram a cannabis medicinal como um tratamento possível. 

Entre os nomes confirmados estão experts no assunto, como David Bearman, praticante de medicina canabinóide há mais de 20 anos; Mara Gordon, especialista no desenvolvimento de protocolos de tratamento da cannabis para pacientes críticos; Michael Barnes, pioneiro na prescrição de cannabis medicinal no Reino Unido; Raquel Peyraube, especialista em endocanabinologia e na política de drogas do Uruguai; e Carolina Nocetti, brasileira com experiência internacional nas aplicações clínicas.

A grade foi dividida por áreas médicas que incluem manejo, fitoquímica, farmacologia e biotecnologia, além de explanações sobre o sistema endocanabinóide, bem como o potencial para tratamento da dor.

Entre as especialidades médicas contempladas estão neurologia, psiquiatria, pediatria, cardiologia, endocrinologia, nutrologia, medicina esportiva, oncologia e cuidados paliativos. Bastante atual, o painel ministrado pelo canadense Igor Kovalchuk será dedicado à relação da cannabis medicinal com o vírus SARS-COV2.

Além dos temas médico-científicos, a programação reserva um importante espaço para debater o aspecto legal do uso medicinal da cannabis no Brasil. Na palestra de abertura, Leonardo Navarro, advogado, consultor jurídico e membro efetivo da Comissão Especial de Direito Médico e de Saúde, destacará a situação sob o ponto de vista do Direito, fazendo o contraponto entre o conflito ético e o dever do estado.

A Conferência também será palco para o lançamento oficial da Associação Panamericana de Medicina Canabinóide (APMC), fundada neste ano e com estande garantido na área de exposições da CICMED. Nesse espaço, os prescritores terão acesso a produtos à base de cannabis que estão disponíveis no Brasil, empresas que vendem óleos e outras que trabalham com educação canábica.

“A ideia é termos um evento anual para atualizar os profissionais brasileiros em relação às boas práticas e atualizações científicas, da mesma forma que ocorre nas conferências de dermatologia, ortopedia, cardiologia e outras especialidades médicas. Queremos dar à cannabis medicinal a importância que ela merece no cenário médico-científico”, finaliza a Dra. Paula Vinha. 

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