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São Paulo não terá carnaval de rua em 2022

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Outros carnavais nas ruas de São Paulo. Foto: Edson Lopes Jr/ Prefeitura de São Paulo

Covid-19 e gripe forçaram a decisão da prefeitura de São Paulo em cancelar o carnaval deste ano

O aumento do número de casos de covid-19 e de gripe forçaram o cancelamento do carnaval pela prefeitura de São Paulo. A nova variante do coronavírus, a Ômicron, e a Darwin, variante do vírus H3N2, estão contribuindo para o crescimento das internações nos hospitais públicos e particulares.

Uma realidade que vem se repetindo em outras cidades brasileiras, em Olinda, no Pernambuco, o tradicional carnaval de rua também foi cancelado. No Rio de Janeiro, apesar do cancelamento, o Cordão da Bola Preta está planejando eventos para celebrar a festa.

Ainda sobre a decisão mais recente em São Paulo, a prefeitura comunicou nesta quinta-feira que  “aponta aumento exponencial dos casos de síndrome gripal na cidade, com números de notificações já superiores aos do pior momento da pandemia em 2021”.

A cidade enfrentou o pior momento da pandemia durante a segunda onda, que aconteceu no ano passado entre os meses de março e maio. 

O secretário executivo do Centro de Contingenciamento, João Gabbardo, explicou que “O carnaval pode ser analisado em dois aspectos. O primeiro são os desfiles de escolas de samba, em que a situação é parecida com a dos estádios de futebol, em que há possibilidade de controle, exigindo que todos estejam vacinados e que continuem usando máscaras. No carnaval de rua, não temos como fazer o controle, pois fica liberada a participação de todos, não tem como verificar a vacinação, e a aglomeração é imensa. É impensável manter o carnaval nessas condições”.

Mas o carnaval não poderia acontecer no Anhembi? Gabbardo acredita que seria um “risco muito alto”, afinal, as pessoas teriam que se deslocar até o desfile e utilizar o transporte público, por exemplo, podendo ser mais um foco de aglomeração.

Mesmo sendo um risco alto, ainda está em debate com a Liga das Escolas de Samba a possibilidade da realização dos desfiles. Será realizada uma reunião para debater protocolos sanitários. 

“Vamos construir um protocolo como construímos com outras atividades. Acabamos de fazer um para a [corrida de] São Silvestre, e ela foi coberta de sucesso, com o cumprimento de tudo aquilo que a Vigilância Sanitária exigiu para a realização do evento. Inclusive com os corredores iniciando a corrida com máscara”, disse o secretário municipal da Saúde Edson Aparecido.

Atendimento aos sábados

Nesta quarta-feira, na cidade de São Paulo, 53 mil pacientes procuraram os serviços de saúde devido a problemas respiratórios. Assim, o prefeito Ricardo Nunes determinou que as Unidades Básicas de Saúde e as unidades de Assistência Médica Ambulatorial estendam o funcionamento para os sábados.

 

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