Por que autoridades internacionais pedem que suas respectivas populações comam mais queijos?

Inglaterra, França e Canadá deram um grito de guerra patriótico: para um bem maior, não use apenas máscara e fique em casa. Por favor, coma mais queijo!

 

A Tradição cultural aliada aos benefícios para a saúde faz com que queijos e demais produtos lácteos estejam  presentes  nas mesas de grande parte das famílias mundo afora. Eles  geram memórias afetivas em pessoas de todas as gerações.

Pesquisas científicas recentes apontam que o consumo diário de laticínios diminui a incidência de diabetes e doenças cardiovasculares. E que os benefícios dos produtos vão muito além dos já confirmados lácteos probióticos.

Além dos benefícios  citados, outro ponto tem feito com que países desenvolvidos e comprometidos com a sua população incentivem o consumo de queijo: a sua importância econômica.

Consenso

Charles na pequena cidade de Crickhowell, no País de Gales em 2018, visitando produtores regionais. Foto: Getty Images

No dia 10 de maio, o príncipe Charles escreveu uma carta  pedindo que os ingleses comprem mais produtos lácteos. Dizendo que  era “profundamente preocupante saber que esta crise corre o risco de destruir uma das mais maravilhosas alegrias da vida – o queijo britânico!”

Já o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, pediu  aos cidadãos que “comam queijo canadense para ajudar o produtor de leite local”.  Recentemente, seu governo aumentou a capacidade de empréstimo da Canadian Dairy Commission em 200 milhões de dólares canadenses para comprar e armazenar mais queijo e manteiga.

Queijo maroilles é tradição na França

Além de pedir que os franceses consumam mais queijos, o governo da França também tem  tomado outras medidas. O conselho do Condado de Aisne, por exemplo anunciou a compra de 4 mil queijos maroilles para apoiar a indústria atingida pela crise da Covid-19.  Os queijos adquiridos serão redistribuídos para associações de caridade como Banco de Alimentos, Restos du Coeur e Cruz Vermelha.

 

O contexto dos produtores brasileiros

A importância econômica do setor de laticínios no Brasil é bem maior do que se imagina. A estimativa é que ele gere cerca de cinco milhões de postos de trabalho. É o setor que mais emprega.

Segundo dados divulgados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa),  quase 1/3 da produção de leite no Brasil vem da agricultura familiar.  Ou seja, pessoas que dependem única e exclusivamente da venda do alimento para a sobrevivência.

O setor de laticínios emprega mais de 5 milhões de pessoas no Brasil.

Para se ter uma noção do impacto deste setor no sustento e sobrevivência da população brasileira, segundo a estatística de produção de leite do IBGE no país temos mais de um milhão de  micros e pequenos produtores de leite espalhados em mais de 5.500 municípios.

Cerca 70% destes pequenos produtores fornecem o leite para o complexo industrial seguindo todas as regras de higiene sanitária. Sendo que o restante  desta produção fica no mercado informal, e por isso não chegam nas prateleiras dos supermercados.

As Indústrias de laticínios que são regulamentadas sob inspeção federal, somam mais de 1.200 empresas constituídas. São mais de duas mil plantas industriais. E existem milhares de empresas com registros nas esferas estaduais e municipais.

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