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Girl Power! A judoca Mayra Aguiar e ginasta Rebeca Andrade são medalhistas em Tóquio

Para fazer história! Mayra Aguiar é medalhista no judô pela terceira vez e Rebeca Andrade conquista medalha inédita para a ginástica brasileira

Ela conseguiu mais uma vez

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Mayra faz história com a conquista de mais uma medalha olímpica. Foto: Júlio César Guimarães/COB

A judoca gaúcha Mayra Aguiar, depois de superar uma grave lesão no ciclo olímpico, voltou em grande estilo. A brasileira da categoria meio-pesado venceu, pela disputa de medalha bronze, a sul-coreana Hyuji Yoon. A vitória foi por Ippon com uma imobilização, um golpe para não deixar dúvidas de quem merecia a vitória.

Com o resutado, Mayra coleciona a terceira medalha em Jogos Olímpicos. A primeira foi em Londres, em 2012, e a segunda, na Olímpiada do Rio em 2016.

“Nunca chorei tanto. Estava chorando igual criança ali. É que está muito entalado. Tudo o que eu vivi, foi muito tempo de superação, uma atrás da outra. E, hoje, poder concretizar com uma medalha é muito importante para mim. É a maior conquista que eu já tive em toda a minha carreira. Por tudo o que aconteceu, tudo o que vivi, poder estar com isso concretizado é muito gostoso, está sendo muito bom”, contou a atleta.

Mayra ainda revelou que nunca havia vencido uma luta no chão, “mas quando aconteceu foi para garantir a medalha olímpica. Lembrei muito dos meus treinos com o sensei Moacir. Quando encaixou, eu pensei: não vou soltar nunca”.

Com o feito, a judoca se iguala à Fofão, levantadora do Vôlei, como a única mulher a conquistar três medalhas em Jogos Olímpicos. Considerando esportes individuais, a gaúcha também se iguala a grandes nomes do esporte nacional, como Robert Scheidr, Gustavo Borges e César Cielo.

“Eu vou torcer para que eu seja apenas uma das a ingressar e desejo que essa lista siga crescendo. Temos muitos atletas com grande potencial e tem muita Olimpíada pela frente e não tenho dúvida de que o Brasil ainda vai comemorar muita medalha”, completou a judoca de 29 anos.

Com o bronze dessa madrugada, o Brasil soma duas medalhas no esporte, mas o país ainda tem mais chances de estar no pódio.

Ela conseguiu pela primeira vez

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Rebeca Andrade no pódio olímpico. Foto: Ricardo Bufolin/CBG/Fotos Públicas

A história de Rebeca Andrade e Mayra se parece. A ginástica brasileira também teve que vencer uma lesão. No caso da jovem de 22 anos, ela teve um rompimento cruzado anterior do joelho em 2019, e passou por três cirurgias. No início do ano passado, Rebeca voltou aos treinos e nesta madrugada, ela fez o que nenhuma brasileira tinha feito ainda: a conquista da medalha olímpica na ginástica feminina.

A disputa era no individual geral que premia o desempenho das atletas em quatro aparelhos: salto, trave, barras assimétricas e solo. 

Com 57.298 pontos, ao som de Baile de Favela, a ginasta de 22 anos construiu um desfecho perfeito para sua trajetória olímpica após ter passado por três cirurgias no joelho. Até agora, porque ela ainda irá participar das finais do salto, no dia 1, e do solo, no dia 2.

“Minha mãe está muito emocionada. Ela acompanhou todo o processo. Ela está mais orgulhosa desse momento. Eu estou feliz demais. Eu passei por muita coisa e coloquei esses Jogos como objetivo, mas o meu objetivo aqui era fazer o meu melhor, era brilhar, e eu acho que eu brilhei: consegui a nossa primeira medalha olímpica em ginástica artística feminina”, afirmou a medalhista.

Antes do pódio de Rebeca, os melhores resultados da ginástica feminina do país eram os quinto lugares de Daiane dos Santos, no solo, em Atenas 2004, e de Flávia Saraiva, na trave, no Rio 2016.

Depois de receber a tão sonhada medalha, Rebeca lembrou do caminho que a levou ao pódio. “É muito bom quando você tem um apoio, quando tem alguém te dando um suporte. Eu acho que eu tive isso mas com as pessoas mesmo. Eu dormia na casa dos treinadores para eu conseguir, a minha mãe ia a pé para me dar o dinheiro da condução, meu irmão me levava de bicicleta. Eu saí de casa com dez anos, mas nesse meio tempo eu não ficava tanto tempo em casa, pois as pessoas viam o meu talento e viam o meu futuro e queriam investir. E eu acho que eles têm que fazer isso por mais crianças que têm um sonho, que têm um objetivo, que têm capacidade. Porque é nesse apoio que a gente vê a pessoa crescer. Se eles não me enxergassem, eu não estaria aqui hoje. Isso é muito importante! Apoiem o esporte. O esporte é vida, é inclusão, dá sabedoria, você cresce, você vira um ser humano melhor. E eu sou muito grata”, disse.

Quadro de Medalhas

Com as conquistas de Mayra Aguiar e Rebeca Andrade, o Brasil passa a ter sete medalhas olímpicas nesta edição dos Jogos.

Vamos rever as medalhas?

Uma de ouro com Ítalo Ferreira, no surf

Três medalhas de prata: Kelvin Koefler (skate), Rayssa Leal (skate), Rebeca Andrade (ginástica individual)

Três medalhas de bronze: Fernando Scheffer (natação), Daniel Cargnin (judô) e Mayra Aguiar (judô).

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