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CoronaVac: Governo de São Paulo não divulga a taxa de eficácia da vacina, e garante o início da vacinação para janeiro

Imagem da coletiva realizada hoje (23) com a presença de Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan

A vacinação no estado de São Paulo deverá começar no dia 25 de janeiro. Butantan aguarda parceira chinesa para divulgar os números da fase 3 dos testes clínicos 

Ainda não foi dessa vez que a taxa de eficácia da vacina CoronaVac foi revelada. Em virtude do contrato com Sinovac, o Governo de São Paulo (SP) deverá manter os dados em sigilo e a divulgação será em conjunto com a farmacêutica chinesa. Durante a coletiva realizada nesta tarde (23), Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, se mostrou satisfeito e reafirmou que a vacina atingiu níveis de eficácia esperados.

Os resultados clínicos da fase três envolveram no país: 16 centros de pesquisa e mais de 12 mil voluntários. “Os dados corroboram com o que nós já sabíamos”, afirmou Covas que ainda destacou que a vacina apresentou um “excelente perfil de segurança”.

Ele explicou que os dados foram encaminhados para a farmacêutica que irá avaliar os resultados do Brasil e compilar com números de outros países. Depois dessa análise, que pode acontecer em até em 15 dias, a taxa de eficácia deverá ser divulgada. Quanto ao prazo, Covas lembra que “isso é contratual, vamos em princípio respeitar essa data”, mas acredita que “essa data deverá ser adiantada”.

O secretário de saúde do estado de SP, Jean Gorinchteyn, concordou com Covas,  e reafirmou que os dados que o Instituto Butantan detém já são suficientes para a entrada do pedido de uso emergencial na Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Sendo assim, não há alterações no cronograma inicial e a vacinação segue prevista para começar no dia 25 de janeiro.

A Sinovac também fará o pedido de registro a National Medical Products Administration (NMPA), equivalente à Anvisa na China. Caso a NMPA libere o uso da vacina, o prazo para registro no Brasil pode cair para 72 horas, como explicou João Gabbardo, secretário-executivo do comitê de contenção do coronavírus de São Paulo

Com relação ao Ministério da Saúde, Covas explicou que o Butantan está em negociação com o governo federal, que demonstrou interesse em adquirir pelo menos 45 milhões de doses. Em breve, o acordo deverá ser firmado.

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