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Copom aumenta a taxa Selic para 2,75%

Créditos: Antônio Cruz/Agência Brasil

Segundo o boletim Focus, expectativa de inflação para os próximos três anos, deve manter a mesma média iniciado este ano

Com o resultado final maior do que os esperado pelos analistas financeiros, por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a taxa selic de 2% para 2,75% ao ano. De acordo com o Banco Central (BC), o crescimento é em razão do aumento da inflação de alimentos que começa a estender-se por outros setores econômicos.

A inflação foi o tema chave para definir a nova taxa básica de juros. Segundo o BC, o aumento excessivo ainda faz o comitê pensar em fatores de risco em ambas as direções.

Porém, os números atuais da pandemia podem atrasar o processo de recuperação econômica, produzindo trajetória de inflação abaixo do esperado.

Mas o órgão ressaltou que um possível prolongamento das políticas fiscais de resposta à pandemia que piore a trajetória fiscal do país, ou frustrações em relação à continuidade das reformas, podem elevar os prêmios de risco. O risco fiscal em alta continua criando uma diferença no balanço de riscos, ou seja, com trajetórias para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária.

Repercussão

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou precipitada a decisão do Copom. O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, afirma que a segunda onda da Covid-19 trouxe a necessidade de implementação de novas medidas de isolamento social, o que terá impacto negativo sobre a demanda e, assim, deve reduzir o ritmo de elevação nos preços de bens e serviços.

“Consideramos que a decisão de aumento da taxa Selic deveria ter sido postergada até que os efeitos das medidas de isolamento sobre a demanda e, consequentemente, sobre a trajetória da inflação pudessem ser avaliados”, afirmou o presidente.

Considerações

Os membros que participaram da reunião concluíram que o cenário atual não caracteriza um grau de estímulo extraordinário, principalmente em decorrência do Produto Interno Bruto (PIB), que encerrou 2020 com crescimento forte na margem, recuperando a maior parte da queda observada no primeiro semestre. Adicionalmente, houve elevação das projeções de inflação para níveis próximos ao limite superior da meta em 2021.

Com foco nesses fatos, o o Copom decidiu iniciar um processo de normalização parcial, reduzindo o grau extraordinário do estímulo monetário. Por todos os fatores enumerados anteriormente, o Comitê julgou adequado um ajuste de 0,75 ponto percentual na taxa Selic. Na avaliação do Comitê, uma estratégia de ajuste mais célere do grau de estímulo tem como benefício reduzir a probabilidade de não cumprimento da meta para a inflação deste ano, assim como manter a ancoragem das expectativas para horizontes mais longos.

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