Brasileiros criam leite materno em pó e ganham prêmio internacional

Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Projeto desenvolvido pela Universidade Estadual de Maringá foi premiado e poderá ser uma alternativa aos bancos de leite humano.

 

Pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Paraná, venceram o Prêmio Péter Murányi, que reconhece trabalhos que melhoram a qualidade de vida da população. Os pesquisadores brasileiros desenvolveram um leite materno, em pó, com a mesma qualidade, sabor, propriedades nutritivas, e com prazo de validade maior que o da versão in natura. O professor Jesuí Vergílio Visentainer e a nutricionista Vanessa Javera foram os responsáveis pelo desenvolvimento da técnica, que consiste em desidratar e “secar” o leite, usando uma técnica de secagem por pulverização chamada “liofilização”.

O leite da mãe é o melhor alimento para o bebê, só que, por vários motivos, nem sempre a amamentação é possível. A doação voluntaria de leite materno, por meio dos bancos de leite, é uma alternativa na qual o Brasil é referência, mas que sofrem com a falta de estoque. Os pesquisadores acreditam que o produto em pó tem condições de atender à demanda reprimida dos bancos de leite humano pelo país.

Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília.

Considerando que o leite materno é um produto perecível, o desenvolvimento da versão em pó pode trazer vários benefícios. Um deles seria a melhoria da distribuição do material, uma vez que o leite humano em pó é mais resistente à contaminação e tem o prazo de validade prolongado, possibilitando a distribuição para localidades distantes dos setores de coletas.

Outro benefício é a diminuição de gastos, tendo em vista que o processo de conservação do leito humano natural em geladeiras, apesar de simples, é caro, pois demanda um grande consumo de energia elétrica 24 horas por dia. O leite humano em pó poderá ser facilmente armazenado e distribuindo, e para consumir só é necessário acrescentar água limpa.

A presidente da Fundação Péter Murányi, Vera Murányi Kiss, promotora do prêmio, afirma que o leite humano em pó pode ser uma opção clínica e social na manutenção e ampliação do aleitamento materno, algo que ela e diversos especialistas consideram de grande importância para a saúde das crianças. O prêmio aos dois pesquisadores da UEM será entregue no dia 28 de abril, em São Paulo.

 

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