3 motivos para ser menos controlador [Rapport]

Há pouco tempo adotamos mais um cachorro, o Júpiter. Antes de vir morar no nosso apartamento, ele morava em uma casa com quintal, ou seja, não tem a menor ideia do que é esperar um passeio para poder se aliviar.

Só sei que nessa, minha rotina virou lavar o chão todos os dias. Muitas vezes o chão da casa toda, inclusive, pois ele costuma começar a fazer xixi e sair andando, quase alagando o apartamento.

Por conta disso, eu passo o dia tentando não perde-lo de vista. Afinal, em poucos segundos de desatenção eu posso ter que passar a próxima hora limpando o chão (e haja limpeza para não ficar malcheiroso). Hoje eu não vejo um capítulo de série em paz sem gritar “Jujuuuu, cadê você?”.

E foi assim que eu comecei a reparar como essa eterna necessidade de ter outros seres vivos sob o nosso controle é estressante. Muitas vezes nós tentamos controlar nossos companheiros, filhos, amigos ou até colegas de trabalho. E parecemos esquecer o quanto isso é desgastante.

As melhores lições sobre este assunto tirei de um livro de Epícteto, que ganhei de uma amiga muito querida. E, a seguir, compartilho conselhos do filósofo sobre este tema:

  1. “Qualquer pessoa capaz de te irritar se torna teu mestre; ela consegue te irritar somente quando você se permite ser perturbado por ela.”

Podemos não admitir, mas tentamos controlar outras pessoas unicamente porque deixamos que suas ações e seus resultados nos afetem mais do que deveriam. Portanto, ao não permitirmos que os outros tenham tanta influência sobre como nos sentimos, deixamos de ter tanta necessidade de controlar.

  1. “Os homens são movidos e perturbados não pelas coisas, mas pelas opiniões que eles têm delas.”

Em muitos casos, nem compreendemos ao certo o porquê de evitarmos tão fortemente determinada situação. Se, por outro lado, analisarmos mais profundamente as razões que nos motivam a criar repulsa, poderemos melhor controlar nosso impulso de controle e prevenir os reais causadores de incômodo.

  1. “Não pretendas que as coisas ocorram como tu queres. Deseja mais o bem, que se produzam tal como se produzem, e serás feliz.”

O melhor que podemos fazer por nós mesmos é permitir que as coisas aconteçam livremente, pois é dessa forma que garantimos que sucedam genuinamente, refletindo os reais  sentimentos, pensamentos e intenções dos outros. E então seremos livres e mais felizes, pois ainda seremos donos das nossas escolhas e reações, agora baseadas na verdade.

Portanto, segundo os ensinamentos, o que eu devo fazer com o Júpiter?

O que me irrita é o cheiro do xixi? Posso encontrar produtos melhores para ajudar com isso.

Eu acho um saco ter que perder tempo limpando? Posso buscar formas de tornar essa tarefa mais rápida, como colocando jornais no chão.

O que essa ação dele demonstra? Que ele não entende que é errado e, então, eu devo ensiná-lo o certo e fazer ajustes na rotina de alimentação e passeios, para que assim ele mude o comportamento e possamos conviver melhor.

A moral da historia é que viveremos melhor e de forma mais leve ao focarmos em nós e no que está ao nosso alcance. Por isso, empenhemos nossos esforços em encontrar as melhores formas de lidar com o que acontece, não em tentar prever ou controlar o que esta fora das nossas mãos. Afinal, o resultado do controle não é nenhum outro senão o desgaste, pessoal e da relação.

Sigam  a autora no insta: @jubianco 

 

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