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Síndrome de Burnout: especialistas dão dicas para amenizar esgotamento do trabalho

Burnout
Créditos: PixaBay/Banco de Imagens

Classificar demandas do trabalho e praticar hábito de dizer “não” podem ajudar no stress do trabalho

Longos períodos confinados geram consequências. O home office parece mais puxado, as atividades não param de chegar, chefe no aplicativo de mensagens em tempo integral e uma série de reuniões virtuais intermináveis. Porém, especialistas alertam para esse sentimento de cansaço excessivo e estresse prolongado gerado pelo trabalho. Toda essa condição tem nome, a Síndrome de Burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, foi adicionada na nova Classificação de Doenças pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

Para lidar melhor com toda essa situação, especialistas indicam o tratamento psicológico e terapêutico. É vital procurar ajuda quando perceber os primeiros sinais de esgotamento. Com a ajuda certa, as pessoas podem se tratar e procurar os melhores caminhos para contornar toda a situação. ” Ter o apoio de um psicólogo é fundamental! Seja através de uma terapia breve (presencial ou online), ou mesmo por meio de uma sessão de aconselhamento psicológico pontual. Às vezes poucas horas de terapia podem poupar meses de sofrimento desnecessários” explicou a psicóloga Sabrina Amaral da Epopeia Desenvolvimento Humano.

Depois de depositar todos os esforços no ofício de gestora de benefícios, Patrícia Mota, acabou sendo diagnosticada com síndrome de Burnout.  A partir de então Patrícia, que se auto pressionava para ser excelente em tudo, precisou aprender a “colocar o pé no freio” e a lidar com um ritmo de vida mais vagaroso sem ficar ansiosa por resolver tudo no mesmo dia. “O ponto inicial de tudo é a aceitação. Saber que naquele momento eu estou naquela situação e não sou aquilo. Por isso a terapia é fundamental. Os remédios ajudam, mas quem realmente tira da crise é a terapia”.

Uma conexão consigo mesmo e busca por momentos de lazer, também podem ser boas soluções na hora de deixar o nervosismo de lado. “Atividades simples e prazerosas devem fazer parte da rotina para garantir qualidade de vida e equilíbrio. Por isso é importante cuidar da alimentação, praticar atividades físicas, meditação, ter horários estabelecidos para uma rotina saudável, diminuir o perfeccionismo e a auto cobrança, estabelecer momentos de lazer e relaxamento”, pontuou a profissional.

Em razão da pandemia do novo coronavírus, assuntos como saúde mental se potencializaram. Isso acontece por que “o confinamento e o isolamento social, podem potencializar adversidades que são somadas a eliminação dos limites entre vida pessoal e profissional no trabalho remoto. No dia a dia, fica muito difícil separar e se desligar das coisas”, conta a psicóloga.

Mommy Burnout

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Créditos: FreePik/Banco de Imagens

Quanto ao stress causado pelas tarefas desempenhadas por mães e donas de casa, a síndrome de Burnout assume o caráter de “Mommy Burnout”  que está ligado ao descontrole no gerenciamento da vida pessoal e familiar. “No fim do dia é normal sentir-se cansado, mas se essa exaustão não pode virar rotina. A partir do momento que o excesso de cansaço passa a atrapalhar as atividades diárias. É preciso procurar ajuda”, alerta o psiquiatra Alisson Marques.

Segundo o médico, outra questão importante é ficar de olho nos sintomas de esgotamento, que são: irritabilidade, desmotivação, pensamentos negativos e perder o prazer de cuidar dos pequenos.

“O nível de exigência cresce ao ponto delas não aceitarem ajuda com receio das atividades não serem tão bem executadas”, afirma o especialista. Para Alisson,  é imprescindível que as mães permitam o suporte daqueles que a rodeiam para diminuir essa sobrecarga.

Como prevenir?

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Créditos: FreePik/Banco de Imagens

Não existe exame para detectar a condição. O diagnóstico é feito por meio de uma avaliação clínica dos sintomas. Testes de avaliação podem ser utilizados para a pessoa que está enfrentando a doença saiba os sinais e peça ajuda, mas não substituem a avaliação profissional.

A psicóloga ,Sabrina Amaral, explicou que existem algumas dicas para evitar a sensação de acumulação. Quando todas as tarefas estiverem vindo de uma vez, separe aquilo que é essencial e aquilo que é importante. Os trabalhadores não precisam realizar todas as demandas ao mesmo tempo. Priorize o inadiável.

Para quem sente dificuldades em dizer “não” e acha que precisa estar disponível todo o tempo, essa é a sua chance de praticar o ato de negar os pedidos. A chave para conseguir cumprir esse passo é a comunicação não-violenta. Trata-se de uma ferramenta desenvolvida pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg, que ajuda a identificar seus sentimentos e suas necessidades, bem como os das pessoas ao redor.

Em razão disso, ter o apoio de um psicólogo é fundamental. Seja através de uma terapia breve (presencial ou online), ou mesmo por meio de uma sessão de aconselhamento psicológico pontual. Às vezes poucas horas de terapia podem poupar meses de sofrimento desnecessários.

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