Setembro Amarelo: rede pública concede tratamento para transtornos mentais

Imagem de João Lima por Pixabay

O intuito é prevenir ocorrências e dar suporte aos casos de crise e perda de alguém por suicídio

O nono mês do ano é marcado pela campanha Setembro Amarelo, responsável por colocar em pauta um tema extremamente delicado e complexo: o suicídio. Durantes esses 30 dias, a prevenção do “mal do século” estará em voga, para educar a população e lembrar que, apesar dele ser relacionado a transtornos psicológicos, é algo passível de tratamento.

Porém, para que seja possível ter um acompanhamento e instruções médicas mais específicas para cada caso, é preciso ir preciso pedir auxílio e permitir-se ser ajudado. Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) estão aptos a atuar neste papel, pois fazem o acolhimento e avaliação dos casos para um direcionamento na rede de saúde ou inserção no próprio serviço. “As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) atuam na atenção primária e podem realizar o acolhimento e acompanhamento de casos mais leves, além do encaminhamento aos ambulatórios quando necessário”, explica Fernanda Benquerer Costa, Referência Técnica Distrital (RTD) de Psiquiatria e coordenadora do Comitê Permanente de Prevenção do Suicídio.

De acordo com a psiquiatra, o mais importante é que a pessoa procure ajuda, converse com alguém de sua confiança e divida sua dor. “De forma ampla, a prevenção do suicídio envolve trabalho, lazer, acesso à cultura, relacionamentos saudáveis, fortalecimento de vínculos sociais, mesmo em tempos de pandemia. O distanciamento físico necessário não precisa ser também, distanciamento emocional”, reitera Benquerer.

Outra medida recomendada é cortar o acesso a meios potencialmente perigosos, por exemplo, com investimento em construções mais seguras (proteção de lugares altos), restrição de acesso às armas, pesticidas e medicamentos.

A quem a população pode recorrer?

Em casos de uma crise suicida ou sofrer a perda de alguém por suicídio pode procurar assistência na rede da Secretaria de Saúde, através dos atendimentos à Saúde Mental.

Em situações urgentes, indica-se acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF), pelo telefone 192 – que conta com um Núcleo de Saúde Mental –, ou os serviços de emergência: Unidades de Pronto Atendimento (Upas) e pronto-socorro dos hospitais.

Uma alternativa complementar é o  CVV – Centro de Valorização da Vida (188). Lá são realizados apoios emocionais e prevenção do suicídio, através de atendimento voluntário e gratuito a todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias.

Iniciativas do Governo

A Secretaria de Saúde aprovou, em agosto de 2019, o Plano Distrital de Prevenção do Suicídio 2020-2023 como política pública. Uma das metas deste Plano era formalizar um Comitê Permanente de Prevenção do Suicídio, o que aconteceu em dezembro de 2019.

Desde então, este Comitê trabalha em oferecer orientações e documentos técnicos, além de capacitações aos servidores da rede, a respeito do tema. Este ano foi aprovada uma Nota Técnica com Orientações sobre o Planejamento de Atividades Relacionadas à Prevenção do Suicídio com recomendações a serviços de saúde, educação, gestores e demais interessados em oferecer atividades de prevenção.

 

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