Preço do petróleo fica negativo pela 1ª vez na história

Plataforma de Petróleo Norte Americana. Foto: pixabay

O colapso dos preços ocorreu por conta da falta de armazenamento para o produto nos Estados Unidos.

Os contratos futuros do petróleo nos Estados Unidos foram negociados em valores negativos pela primeira vez na história nesta segunda-feira (20). Os contratos dos barris do tipo WTI (West Texas Intermediate), para maio, que vencem na terça-feira (21/04), encerraram o dia a impressionantes 37,63 dólares negativos por barril, com queda de 300% num único dia.

Como a economia tem desaquecido pelo avanço do coronavírus, o mercado de petróleo sofre com a baixa demanda. Está faltando espaço para armazenar o combustível, o que fez muitos investidores vender os contratos de maio a qualquer custo, pagando para outras pessoas estocarem os barris que não têm condições de armazenar.

O petróleo Brent, valor de referência internacional, também recuou, mas a queda não foi nem de longe tão grande quanto à do WTI, uma vez que globalmente há mais espaço disponível para armazenamento. Porém ainda não está claro se isso chegará aos consumidores, que geralmente observam os preços mais baixos sendo traduzidos em valores mais baixos da gasolina nas bombas.

O contrato junho do WTI, mais ativo, terminou a sessão em nível muito superior ao maio, cotado a 20,43 dólares o barril. O spread entre os dois vencimentos chegou a bater 60,76 dólares, o maior da história para dois contratos próximos.

Dólar

Em meio às incertezas no Brasil e à instabilidade no mercado de petróleo, o dólar comercial ultrapassou a barreira de R$ 5,30 e fechou no maior valor desde o início do mês. A moeda encerrou esta segunda-feira (20) vendida a R$ 5,30, com alta de R$ 0,073 (+1,4%). Esse foi o maior valor registrado desde 3 de abril, quando a cotação tinha fechado em R$ 5,326, e o segundo maior nível nominal (sem considerar a inflação), desde a criação do real. A divisa acumula alta de 32,3% em 2020.

A alta poderia ter sido maior caso o Banco Central (BC) não tivesse intervindo no mercado. A autoridade monetária vendeu US$ 500 milhões à vista das reservas internacionais e leiloou US$ 1.187 bilhão em operações compromissadas, em que o dinheiro volta para o caixa do BC depois de alguns meses.

 

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