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Pandemia muda expectativas para os Jogos de Tóquio

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Tenista Naomi Osaka acende a Pira Olímpica. Foto: Breno Barros/rededoesporte.gov.br/ Fotos Públicas

País investiu para sediar os Jogos Olímpicos, mas de acordo com especialiasta, o retorno deverá ser a médio ou a longo prazo

Depois da mudança no calendário, os Jogos Olímpicos de Tóquio foram oficialmente abertos nesta sexta-feira (23). O estádio sem público e o tradicional desfile das delegações foi reduzido para evitar aglomeração e o risco de contágio pelo novo coronavírus. Em tempos de pandemia, as expectativas para um dos maiores eventos esportivos do mundo se mostram bem diferentes.

Para tornar o evento uma realidade, o Japão investiu 11 bilhões de euros na organização dos jogos e havia uma grande esperança para impulsionar a economia japonesa. 

“Havia uma alta expectativa de que a economia fosse crescer com o aumento do turismo e com uma renovação na imagem do país. Com o adiamento das Olímpiadas no ano passado e o avanço da covid-19, essas expectativas foram frustradas. Os altos investimentos ficarão sem retorno no curto prazo. A esperança é que as melhorias implementadas beneficiem o turismo após o fim da pandemia”, diz Alexandre Uehara, coordenador do Núcleo de Estudos e Negócios Asiáticos da ESPM. 

A frustração com o adiamento das Olímpiadas se soma ao fato da condução das políticas de saúde pública pelo governo local, como aponta Uehara. O Japão atrasou o início da imunização contra a covid-19, e segundo os números do Our World In Data, apenas 23% da população está totalmente imunizada.

 “O governo japonês não se comunicou bem com a população durante a pandemia. O Japão é o país com maior proporção de idosos no mundo: são 30% da população. Essa parcela vulnerável não foi tratada como prioridade no discurso, que destacava mais a importância das Olimpíadas do que a contenção da pandemia para os grupos mais frágeis. A vacinação teve um cronograma mais lento do que o esperado e isso não foi bem visto”, diz.

Para o especialista, “agora, a torcida dos organizadores é que não haja um surto de covid durante as Olimpíadas. Isso traria prejuízos ainda maiores para a organização e para o governo japonês”, afirma. 

Retirada de Patrocinadores

Primeiro a Toyota anunciou redução dos anúncios na TV Japonesa, depois veio a decisão da Panasonic que optou em diminuir as ações publicitárias. As marcas também não enviaram os executivos para a cerimônia de abertura como era esperado.

Os patrocinadores locais estão sendo pressionados pelos consumidores por apoiarem a realização dos Jogos Olímpicos dentro de um contexto de pandemia. 

O professor de marketing esportivo da ESPM, Ivan Martinho, avalia que as marcas reduziram a participação e fizeram questão de comunicar a decisão publicamente. O especialista ainda pontua a situação da pandemia é excepcional e as empresas não erraram em patrocinar os jogos. “A pandemia foi uma situação totalmente inesperada e é importante lembrar que esses contratos estão acordados há anos. Mesmo com a situação adversa, não creio que as empresas erraram ao decidir patrocinar as Olimpíadas. Grandes eventos dividem opiniões, mas ainda é um bom negócio para grandes empresas estarem envolvidas em eventos esportivos”, diz.

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