Os anos de decadência econômica terminaram

A afirmação foi feita por Donald Trump durante o  seu  terceiro discurso sobre o Estado da União. O presidente afirmou ainda que a tirania do governo de Nicolás Maduro na Venezuela será esmagada.

 

Na última terça-feira (4) , aconteceu o  último  discurso do primeiro mandato de  Donald Trump sobre o Estado da União dos Estados Unidos da América (EUA). O clima ficou pesado durante a solenidade quando o presidente se recusou a cumprimentar  a presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, que foi a responsável pela abertura do  processo de impeachment de Trump. Em resposta, Pelosi rasgou cópia do discurso do presidente diante do Congresso.

O discurso  também foi marcado por críticas ao governo de Barack Obama  (2009 – 2017) “Os dias daqueles que usavam o nosso país, aproveitavam-se dele, estando até desacreditado junto de outras nações, ficaram para trás”, declarou Trump. Para o presidente americano, se “as políticas econômicas falidas do governo anterior” não tivessem sido revertidas, “o mundo agora não estava a ver esse grande êxito econômico”, com criação de emprego, queda de impostos e luta “por acordos comerciais justos e recíprocos”.

“A nossa agenda é implacavelmente pró-trabalhadores, pró-família, pró-crescimento e, sobretudo, pró-Estados Unidos”, destacou o chefe de Estado norte-americano, acrescentando que, há três anos, iniciou “o grande regresso” do país.

“Inacreditavelmente, a taxa média de desemprego durante o meu governo é menor do que durante qualquer outra administração na história do nosso país”, afirmou Trump.

Sobre o comércio, um dos pilares da atual administração, o presidente dos Estados Unidos afirmou ter prometido aos cidadãos norte-americanos que ia impor taxas alfandegárias à China para resolver o roubo maciço de empregos. “Nossa estratégia funcionou”.

Depois de quase 18 meses de “guerra” comercial, Trump assinou em dezembro uma trégua parcial com Pequim.

O presidente norte-americano falou ainda da substituição do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês), assinado com o México e o Canadá durante o governo Bill Clinton.

“Muitos políticos vieram e foram com a promessa de mudar ou substituir o Nafta, mas, no fim, não fizeram absolutamente nada. Ao contrário de muitos outros antes de mim, eu cumpro as minhas promessas”, declarou.

Venezuela

Trump  destacou ainda a situação da Venezuela com críticas pesadas a Nicolás Maduro  e saudações calorosas a Juan Guaiadó “O domínio da tirania de Maduro será esmagado e destruído”, declarou Trump após saudar a presença do líder do Parlamento venezuelano,  afirmando que os Estados Unidos e mais de cinquenta países reconhecem como presidente interino por considerar que houve irregularidades nas eleições de 2018.

“Aqui nesta noite está um homem que carrega as esperanças e aspirações de todos os venezuelanos. Aqui está o verdadeiro e legítimo presidente da Venezuela, Juan Guaidó”, afirmou o republicano.

Desde janeiro de 2019 Guaidó luta para chefiar um governo de transição e organizar novas eleições na Venezuela. Mas  mesmo com  a pressão internacional liderada por Trump, seus esforços não deram resultado.

Guaiadó desafiou a proibição de deixar o país imposta pelas autoridades leais a Maduro , após de ser reeleito líder da Assembleia Nacional em  janeiro, e há duas semanas iniciou uma jornada internacional que o levou à Colômbia, Europa, Canadá e Estados Unidos na busca de apoio para relançar sua ofensiva contra o governante chavista.

Trump afirmou em seu discurso que “Maduro é um governante ilegítimo que brutaliza seu povo” e, em comunicado divulgado nesta terça, a Casa Branca enfatizou que o governo está pressionando sanções “devastadoras” contra Maduro. “O socialismo destrói nações e sempre nos lembra de que a liberdade une as almas”, declarou o presidente americano.

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