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No embalo da sustentabilidade: Indústria 4.0 vai revolucionar a produção de embalagens

Embalagens
Foto: divulgação Granado.

As fábricas brasileiras que já adotam a tecnologia crescem com mais controle, menos custos e redução no impacto ambiental

Mas será que a indústria de embalagens já usufrui das inúmeras oportunidades que a mudança digital oferece? Não é apenas a embalagem em si que tende a se tornar mais digital, é o processo de produção e toda a cadeia de valor que se desenvolvem-se rapidamente com esta tecnologia.

O conceito de indústria 4.0 tem ganhado um forte impulso com a crescente digitalização e a aplicação de tecnologias inovadoras. Enquanto a Indústria 3.0 estava focada na automação de máquinas e processos, a Indústria 4.0 se concentra na digitalização de ponta a ponta de todos os ativos físicos e integração em ecossistemas digitais.

A Indústria 4.0 e a Internet das Coisas Industrial (IoT) prometem reduzir o custo total de propriedade (TCO), que é  o custo de manutenção para que algum sistema ou recurso continue funcionando adequadamente dentro de uma  empresa. Ele torna as máquinas mais fáceis de operar e manter.

Segundo a pesquisa “Industry 4.0: Building the digital enterprise” realizada pela PWC, as empresas pesquisadas esperam aumentar a receita anual em uma média de 2,9% e reduzir os custos em uma média de 3,6% com o investimento em digitalização.

No entanto, o estudo Industry 4.0 in the packaging industry, promovido pela LEAD Innovation, instituição derivada da Vienna University of Economics and Business, revelou que cerca de 70% dos fabricantes de embalagens ainda não possuem as competências digitais necessárias e cerca de 60% ainda não sabem do que se trata a indústria 4.0. Isso significa que há grandes oportunidades para evolução e muita coisa a ser feita.

O futuro está em embalagens inteligentes, linhas de produção mais automatizadas e digitais. As empresas que investem no desenvolvimento de competências correspondentes podem gerar uma vantagem competitiva decisiva.

A IoT garante consistência operacional entre todas as máquinas numa linha de produção permitindo uma integração total da matéria-prima ao produto final. Esta integração possibilita um aumento substancial na eficácia geral do equipamento (OEE).

Um estudo recente da IDC revelou que uma Indústria 4.0 anda a duas velocidades: entre os fornecedores de equipamentos da fábrica e os operadores da fábrica. Este estudo da IDC mostra que as iniciativas da indústria 4.0 geralmente ficam presas na fase piloto. Embora o número de projetos-piloto seja crescente, as inovações que já funcionam ainda são reduzidas.

Ainda segundo esse mesmo  estudo, os fabricantes de máquinas e instalações têm a mente mais aberta e uma maior disposição para implementar do que as empresas de produção. Isso se reflete em um número significativamente maior de iniciativas 4.0, na formação de equipes de competência da indústria 4.0 e no planejamento do orçamento correspondente.

Este foi um dos pontos assinalados pela C-Pack como um benefício atingido após a implementação de IoT na sua linha de produção.

“A tecnologia 4.0. é uma ferramenta que potencializa a gestão e o processo de melhoria contínua dentro de um ambiente fabril. Após anos na jornada da melhoria contínua, a adoção das tecnologias 4.0. possibilitam uma revolução na utilização dos dados e no empoderamento da força de trabalho do chão de fábrica.”, recorda Augusto Luiz de Oliveira , Diretor de Operações da C-Pack.

Neste cenário, a digitalização e a implementação de atributos IoT no chão de fábrica, fazem com que todo este processo aconteça com mais confiabilidade e de forma quase automática. As pessoas envolvidas no processo, deixam de gastar seu tempo na coleta, na validação e correção dos dados, para gastar em análise e construção de propostas para melhoria da performance.”

A monitorização e ligação integrada em rede nas linhas de produção, permite uma profunda análise de dados e facilita o diagnóstico automático, visualização em tempo real, o que acaba acelerando o processo de decisão.  O Diretor de Operações da C-Pack acrescenta “além disso, um efeito que eu considero muito positivo, é a democratização das informações para as pessoas que mais precisam: Os operadores de máquina. Tendo as informações com qualidade e em tempo real, estas pessoas passam a ser protagonistas na busca de soluções e aumento de performance.”

O resultado é uma produção melhorada com uma redução significativa de defeitos, avarias, além da diminuição da taxa de desperdício. Os fabricantes e os próprios operadores de máquinas estão mais abertos a implementar soluções que tornem as suas empresas mais eficazes e eficientes.

Para encontrar a fábrica inteligente e conectada do futuro, a Indústria 4.0 adota tecnologias de automação, comunicação e manufatura – abrindo caminho para uma nova revolução industrial. Como no caso da Bispharma.

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Rafael Savi, Gerente Industrial da Bispharma

“Sempre fui um apaixonado por novas ideias e tecnologias e eu acredito que caminhar em direção à Indústria 4.0 é um passo inevitável que toda indústria precisa dar. No entanto, não se deve encarar a transformação digital como um vilão. É necessário dividir os processos dessa transformação em etapas para digerir mais facilmente a evolução que surgirá. Cada passo dessa evolução já trará resultados importantes. Dê um passo de cada vez, mas dê os passos”,  explica Rafael Rezende Savi, gerente industrial da Bispharma.

 

“O principal motivo que fez a Granado buscar uma solução de IoT e Indústria 4.0 foi a necessidade de termos dados em tempo real para embasarmos as nossas decisões. A Granado entende que precisa corresponder e responder às eventuais flutuações de mercado de forma rápida e assertiva e, para isso, é necessário entender o que de fato está acontecendo na fábrica. Não podemos tomar decisões baseadas em ‘achismos’ ou no que pode ser, mas sim no que os dados corretos estão nos apontando”, comenta Jean Kawaoka, Gerente de Engenharia e Manutenção, da Granado.

Para o sucesso de qualquer projeto de digitalização, é fundamental levar em consideração alguns fatores vitais, como design, facilidade de uso, engajamento da alta liderança e envolvimento total dos colaboradores da produção.

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Cristiano Wuerzius, CEO da PackIOT. Foto: divulgação

“Também estive do lado dos fabricantes durante muitos anos, então sentia na pele este desafio. Foi isso que nos motivou a trazer  para o mercado um sistema que fosse rápido de implementar, onde é possível ver resultados muito rapidamente, sem um investimento muito elevado. O cliente consegue ver o retorno do investimento em dias, não em anos”, esclarece Cristiano Wuerzius, CEO da PackIOT.

Muito facilmente, com esta implementação, um gerente de uma fábrica consegue saber quanto está produzindo, quais os gargalos por turno, por linha, por máquina. Pode parecer uma questão muito simples, mas poucos gerentes fabris conseguem responder de forma imediata.”

É importante destacar que digitalização abrange todas as áreas da empresa: compras, produção, logística, vendas e marketing. O que conduz a mudanças profundas na forma como os mercados atuam Flexibilidade e rapidez com alta qualidade e economia são cada vez mais requisitos essenciais para o crescimento e viabilidade das empresas.

 

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