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Energia Solar pode ser o caminho para crise energética

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Instalação de painéis solares. Foto: Entec Solar

A solução para a energia no país está mais perto do que se imagina

Com as barragens em níveis baixos devido à redução das chuvas, um fantasma voltou a aparecer no país. E as autoridades já falam em um novo racionamento de energia, prática utilizada no início dos anos 2000. 

A falta de chuvas provoca o acionamento das usinas termelétricas, que usam gás e óleo, e por isso, têm a geração mais cara. O efeito aparece claramente na conta de luz. A bandeira vermelha, acionada desde 1º de junho, no patamar 2, tem o seguinte custo: R$ 6,24 a cada 100 kWh. E a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu pelo aumento de 52% de taxa extra na conta de luz, passando para R$ 9,49 por 100 kWh.

Aumento na conta e a possível redução da energia com os racionamentos podem trazer consequências econômicas e sociais para os brasileiros. O cenário pode não parecer animador, mas, por outro lado, a luz no fim do túnel está bem acima de todos nós. 

A energia solar aparece como uma solução real e viável para a crise energética no país. Para quem ainda acha que essa fonte ainda é ficção, no fim de maio deste ano, como conta Tiago Sarneski, da Entec Solar, empresa especializada no setor, a energia solar atingiu no país a marca de 9 mil megawatts de potência instalada. 

“Atingindo a marca de 9 mil megawatts, a energia do astro rei está superior hoje a toda soma da capacidade de termelétricas a carvão e, até mesmo, das usinas nucleares, que representam 5,6 gigawatts”, enaltece Sarneski.

Minas Gerais é o estado que lidera o ranking nacional de geração distribuída de acordo com o levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). MG tem 9.154 usinas geradoras; 938,1 megawatts em operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos, respondendo sozinho por 18,1% de todo o parque brasileiro de energia fotovoltaica. 

A “medalha de prata” vai para o Rio Grande do Sul – onde mais cresce a procura pela geração distribuída –, que tem, hoje, 82.619,22 kW instalados, superando, inclusive, o estado de São Paulo, que ocupa a terceira posição da lista, seguido pelos estados do Paraná, Santa Catarina, Ceará, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás e Pernambuco.

A Absolar ainda aponta que desde 2012, a fonte natural energética trouxe benefícios econômicos e sociais, foram mais de R$ 46 bilhões em novos investimentos e mais de 270 mil empregos gerados.

A energia solar está em discussão atualmente no parlamento e o momento se mostra oportuno para investir nessa fonte energética. “Depois, porque está para ser analisado no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 5.829, de 2019, que instituirá o marco legal de energia fotovoltaica no país, democratizando o acesso à energia solar.”

Por fim, Tiago Sarneski reforça as lembra as vantagens da energia solar, como “o baixo impacto ambiental, sua instalação simples, seu irrelevante custo em relação ao tempo de vida útil (mais de 25 anos) e o fato de poder ser utilizada como substituta da energia elétrica convencional.”

 

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