Carnaval: as doenças também caem na folia. Saiba como se proteger delas

Foto: Divulgação


A agenda de blocos e festa já está cheia, mas a folia de fato começa no dia 21 e vai até o dia 25 de fevereiro. No entanto, não é apenas um período de alegria, durante o carnaval, as pessoas podem estar mais suscetíveis a ter contato com vírus e bactérias. Saiba quais são as doenças mais comuns e como se proteger.

A doença do beijo

Apesar no nome ela não é transmitida pelo beijo em si, mas a mononucleose é uma “doença é causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB), de fácil transmissão de pessoa a pessoa. Por isso, ela é conhecida como doença do beijo”, disse o médico da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES), sanitarista Alexandre Chieppe.

As características clínicas são brandas, o paciente tem um quadro de febre, gânglios ao redor do pescoço e dor de garganta. A propagação do vírus se dá de forma semelhante à gripe, ao resfriado comum, quando há o contato de secreções de pessoas contaminadas. 

Chieppe ainda explica que “, às vezes, não é só pelo contato direto com secreções. Pode ser pelo contato indireto, através de superfícies contaminadas em que a pessoa coloca a mão, leva a mão à boca, à mucosa dos olhos ou do nariz e aí pode haver infecção”.

De acordo com a infectologista Flávia Cunha Gomide, os sintomas da doença costumam perdurar de duas a quatro semanas. Ela esclarece que “não há um tratamento específico para a doença do beijo. Geralmente, são indicados repouso e medicamentos que amenizam os sintomas”.

Segundo a médica, ter hábitos saudáveis, fazer exercícios, boa alimentação e horas adequadas de sono aumentam a resistência do folião para se defender contra infecções no carnaval.

Por ser uma doença respiratórias, as medidas preventivas já são conhecidas. Lavar as mãos com frequência, usar o álcool gel para a higienização, cobrir bocas e nariz ao espirrar, guardar distância de pessoas doentes e evitar locais de grande aglomeração pouco ventilados.

Chieppe afirmou, ainda, ser recomendável que utensílios de uso pessoal, como pratos, talheres e copos não sejam compartilhados com outras pessoas. A razão para isso é que muitas das doenças infectocontagiosas podem ser transmitidas, inclusive, por pessoas que, às vezes, não apresentam sintomas de doença nenhuma. Daí a sugestão para, sempre que possível, evitar compartilhamento de objetos pessoais com amigos e com o maior número de pessoas. “Isso, obviamente, aumenta o risco de transmissão de doenças infectocontagiosas”, concluiu o sanitarista.

Responsa de todos

Foto: Erasmo Salomão do Ministério da Saúde

Usar camisinha é uma responsa de todos é o lema da campanha do Ministério da Saúde lembra que o uso de preservativo é uma responsabilidade de todos. Durante o carnaval, mais de 120 milhões de preservativos serão distribuídos gratuitamente. Ação do governo visa conscientização das pessoas para reduzir o comportamento de risco e por seguinte, diminuir os casos das infecções transmitidas sexualmente (ISTs).

A campanha do ministério se mostra importante afinal para o médico Vinícius Lopes o uso de preservativo nas relações sexuais tem diminuído na mesma proporção em que tem aumentado os casos das ISTs.

“Os avanços da medicina, no que diz respeito ao tratamento das ISTs, tem passado uma falsa segurança para as pessoas, mas muitas dessas doenças, quando não diagnosticadas e tratadas precocemente, podem apresentar graves complicações, como a infertilidade permanente”, ressalta o ginecologista e especialista em reprodução humana do Instituto Verhum.

O risco entre as mulheres é ainda maior que nos homens e a camisinha, seja feminina ou masculina, ainda é o único método contraceptivo que previne contra as doenças sexualmente transmissíveis, como HIV/Aids, Sífilis, hepatites virais, zika vírus, e pode evitar uma gravidez indesejada.

A clamídia é uma das ISTs e pode causar infertilidade nas mulheres. “Trata-se de uma infecção bacteriana que pode resultar em Doença Inflamatória Pélvica (DIP), quando os órgãos ficam inflamados por bactérias indesejadas, podendo causar lesões que barram a entrada dos espermatozoides, assim eles não conseguem alcançar o óvulo”, esclarece o especialista.

 

*Com informações da Agência Brasil

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