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BioParque do Rio atualiza conceito de “zoológico”

Antes do recesso sanitário, fui conferir o novo BioParque do Rio, inaugurado em 22 de março. Depois de mais de 2 anos em obras, o antigo zoológico foi repaginado e atualizado aos conceitos modernos: as grades foram retiradas e há mais preocupação com a qualidade de vida dos animais. O passeio pode ser agendado pela internet e o ingresso custa R$ 39,75 (inteira). O parque reabre em 5 de abril e segue todas as normas de segurança.

O objetivo com essa virada para BioParque é passar a ter espécies conforme o Plano de População, aprovado por autoridades, no qual cada animal tem um propósito – seja de pesquisa sobre o comportamento, mapeamento genético ou reprodução para projetos de reinserção à natureza”, explica Manoel Browne, Diretor de Operações. 

BioParque
O simpático tucano-de-bico-preto fica a poucos centímetros dos visitantes na “Imersão Tropical”

O grupo Cataratas, administrador do parque, reverterá parte dos recursos obtidos com o plano de sócios para universidades e institutos de pesquisa.

Memória afetiva

BioParque
Memorial a Macaco Tião

Foi inevitável lembrar do antigo RioZoo. Logo na chegada, o Uber me deixou na entrada oposta e tive que caminhar pela Quinta da Boa Vista. Até que valeu: eu já tinha esquecido da beleza do lugar e da imponência do Museu Histórico Nacional, ainda em reformas após o incêndio.

Assim como o museu, o velho zoológico tem lugar cativo na memória afetiva do carioca. Quem não lembra do Macaco Tião, o famigerado primata que jogava bosta nos visitantes e foi até candidato a prefeito?! Àquela época as jaulas ainda eram aceitas, mas novos tempos demandam novos formatos. Hoje Tião tem um memorial.

Mudou para melhor, mas…

Logo na área “Imersão Tropical”, na entrada, já dá pra perceber que a mudança foi para melhor: no enorme viveiro, os visitantes ficam a poucos centímetros das aves – como o simpático tucano-do-bico-preto. Soltos, os pássaros literalmente esbarram nos visitantes durante o voo. 

BioParque      BioParque

Adiante, fica a “Vila dos Répteis”, onde vi a criançada se divertir com uma imensa cobra branca, em um tanque, e os jacarés-de-papo-amarelo em outro. Com toda segurança, os vidros que separam o público dos animais possibilitam uma visão clara, favorecendo os fotógrafos de plantão.

Em um dia bastante quente, animais como o leão e a elefanta estavam mais preocupados em se proteger do sol e descansar. Mas o urso-de-óculos é uma atração certa: sem ter como se esconder, resta a ele mergulhar na piscina em frente ao público, para deleite geral. Perguntei para um grupo de amigas o que elas estavam achando. Letícia, Isabela e Bianca são militares e aproveitavam um dia folga. Todas aprovaram o BioParque, mas tive que concordar com um comentário:

Só não dou nota 10 porque achei pequeno o local para o urso, um animal que gosta de escalar. Ele está sem espaço e fica olhando o tempo todo para cima, buscando uma alternativa. Ele poderia ter mais um espaço, por isso dou nota 9”,  Bianca.

Além do ingresso, custos extras

Mais à frente está a “Ilha dos Primatas”, um lugar com visual fantástico, repleto de cordas e pontes. Infelizmente, o calor intenso inibiu os macacos no dia da minha visita, mas deve ser maravilhoso vê-los fazendo suas macaquices naquela estrutura lúdica.

BioParque do Rio
Macacos se divertem na “Ilha dos Primatas”

O novo BioParque do Rio conta com mais de 1,1 mil animais de 140 espécies. No entanto, o visitante precisa desembolsar um pouco mais para ver todas elas. É o caso da Fazendinha, com ingresso extra de R$ 20 por pessoa (incluindo crianças). No circuito, os pequenos podem dar comida às cabras e escovar as vacas, além de aprender um pouco sobre a produção de alimentos.

Também custa R$ 20 o passeio no barquinho da área “Savana Africana”. O acesso ao local, aliás, é mal sinalizado. Fica próximo à saída, ao lado da lojinha. Eu e outras pessoas quase fomos embora sem visitar, e precisamos da boa vontade do vigia para retornar na roleta. As passarelas de madeira possibilitam uma boa visão de cima, mas ainda faltam alguns animais e o passeio de barco aguarda adequações de acessibilidade. Outra atração ainda indisponível no parque é o espaço Polinizadores.

Uma dica importante é: escolha um horário fresco para ter um passeio mais agradável e com mais chances de ver os bichos. O parque abre de 9h às 17h, com a última entrada às 16h (talvez a melhor hora). É preciso andar um bocado durante a visita, mas os pisos são todos adaptados. Há carrinhos de bebê disponíveis para locação (R$ 25). Para descansar e comer, os quiosques oferecem lanches – o restaurante ainda não foi inaugurado. O estacionamento custa R$ 25 durante a semana e R$ 30 nos fins de semana e feriados.     

Restaurante Quinta da Boa Vista

BioParque
“Polvo à moda portuguesa” no Restaurante Quinta da Boa Vista.

Então aproveitei para almoçar no Restaurante Quinta da Boa Vista, ao lado do BioParque. Com mais de 50 anos de tradição, é especializado em comida portuguesa. Os preços são salgados, mas a qualidade é alta e o ambiente agradável. Fã de polvo, abri mão do óbvio bacalhau para provar a iguaria de tentáculos “à moda portuguesa” (R$ 95 p/1, R$ 180 p/2).

De cara, me impressionou o tamanho e a quantidade de polvo. Senti a ausência do arroz, mas logo me dei conta: “claro, é à moda portuguesa…”. Os legumes cozidos em ponto perfeito compensam: batata, couve, cebola, alho e azeitonas pretas completam o prato. Para hidratar, suco de laranja (R$ 8,90), e para relaxar Sex on the Beach (R$ 29,90) – a casa conta também com um cardápio de cachaças. Não sou fã de doces portugueses, e para sobremesa pedi creme de papaya com Cassis (R$ 20,00) – estava bom, mas a porção poderia ser maior.

Dica Carioca

A dica cultural da semana é o lançamento do belíssimo trabalho solo do multi-instrumentista, cantor e compositor, o intrépido Gabriel Gabriel (@gabrielgabrielgg)! Fundador do Bloco Amigos da Onça, que arrasta multidões no carnaval, e do divertido grupo de forró Vulcão Erupçado, Gabriel Gabriel se lança em grande estilo na carreira solo, com um trabalho musical e audiovisual de alto nível. Em 19/03 lançou o clipe de “Cavaleiro do Tempo”, single com participação de Mestrinho. Em 16/04 sai o clipe da faixa “O mar”.

BioParque do Rio
O multi-instrumentista, cantor e compositor Gabriel Gabriel lança trabalho solo com clipes.

Criado na escola de música Pro Arte e na Companhia Folclórica do Rio, Gabriel é figura onipresente e muito querida no cenário carioca. Durante a pandemia, se dedicou ao projeto “40 músicas em 40 dias” e, por meio da Lei Aldir Blanc, viabilizou a gravação dos 2 singles e a realização de 2 home concerts (datas a serem anunciadas). Os clipes foram financiados pelo artista, com direção de Fernando Neumayer e Luís Martino.

É uma nova fase na minha vida. Sempre trabalhei com grupos grandes e agora estou conseguindo botar para frente um projeto solo. A música “Cavaleiro do Tempo” veio em um momento especial de inspiração, com uma mensagem de que dias melhores virão nesse momento tão complicado. A faixa “O mar” traz histórias que envolvem o mar e também uma reflexão sobre a necessidade de preservá-lo”, Gabriel Gabriel. 

O clipe de “Cavaleiro do tempo” já bateu mais de 200 mil visualizações e pode ser assistido neste LINK

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Conheça outras descobertas de Gabriel Versiani pelo Rio de Janeiro em outras edições da coluna Contexto Carioca aqui!

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