Alta de preços de alimentos desafia restaurantes

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Rodízio da Blend Boucherie. Foto: Facundo

O preço do arroz disparou em algumas capitais, mas ele não foi o único. Carnes, tomate, óleo de soja também tiveram aumento, que afeta o consumidor e os donos de restaurantes

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), em setembro, houve uma alta de 0,45%, uma diferença de 0,22 ponto percentual acima da taxa do mês anterior (0,23).

Dos grupos pesquisados, a maior variação e quem lidera o ranking é o grupo de Alimentação e Bebidas. A maior contribuição (0,09 p.p.) veio das carnes, com alta de 3,42%. Já a maior variação veio do tomate (22,53%), ante queda de 4,20% no mês anterior. O óleo de soja (20,33%), o arroz (9,96%) e o leite longa vida (5,59%) também subiram. Com isso, os três subitens acumulam no ano altas de 34,94%, 28,05% e 27,33%, respectivamente. No lado das quedas, os destaques foram a cebola (-19,09%), o alho (-11,90%) e a batata-inglesa (-8,20%).   

Restaurantes

Em Brasília, três restaurantes estão buscando alternativas para não repassar os novos valores aos clientes. 

Parrilla Beer. Foto: Felipe Menezes

 Uma das soluções é combater o desperdício dos alimentos. Esta é a medida adotada pelo Parrilla Beer, localizado no Gama, segundo Phelipe Freitas, “Vamos redobrar o cuidado com essa questão. Agora, temos que seguir à risca a tabela para evitar mais prejuízos e repasse ao consumidor. Também não é justo com os clientes”, relata o empresário.

E quando todos os ingredientes do cardápio ganharam um reajuste amargo? Este é o desafio da Pizza César, restaurante tradicional da cidade, que vem buscando espaço no orçamento para não afetar o movimento da casa. “A muçarela dobrou de preço; é natural, pela época seca, mas foi muito alto desta vez. A farinha de trigo aumentou 30% e o Kg da calabresa percebemos uma alta de 50%”, ressalta Manoel Leônidas, sócio-fundador da pizzaria.

Pizza César. Foto: Matheus Portugal

O  chef Marcello Lopes, proprietário do Blend Boucherie, na Asa Norte, lembra que os restaurantes ainda estão se recuperando dos meses com as portas fechadas. “Com certeza impactou no planejamento da casa. Afinal, estamos diante de uma pandemia e estávamos fechados até pouco tempo, funcionando apenas com delivery. Esse aumento não era esperado de maneira tão repentina”, explica.

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