Relatório Focus: mercado prevê alta na inflação e desvalorização do câmbio 

Expectativa para 2020 é de 2,47% e para ano que vem, de 3,02%. Contudo, o valor da Selic segue o mesmo

Criador: John Lund/Drew Kelly e Crédito: Getty Images/Blend Images

Nesta terça-feira (13), o Banco Central (BC) divulgou o relatório Focus. Dentre as especulações econômicas ali, constatou-se um aumento da expectativa do mercado para a inflação neste ano a um ponto rente ao patamar mínimo do intervalo da meta do órgão federal. Fora isso, também houve alta na projeção para a inflação de 2021.

A mediana das projeções obtidas pelo BC agregado a aproximadamente 100 instituições apresenta agora um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2,47% em 2020 e de 3,02% no ano que vem. As hipóteses eram de 2,12% e 3,00%, respectivamente, na semana anterior. A meta central para os dois períodos é de 4% e 3,75%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos.

Esta nova configuração no Índice é consequência de dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada. Foi comprovado que o IPCA teve em setembro a maior alta para o mês em 17 anos, estimulado pelo aumento dos alimentos. O BC afirmava que este acréscimo era previsto e que também não afetaria a inflação do ano seguinte.

A nova informação fez com que as taxas de câmbio conjecturadas fossem atualizadas. Sendo assim, os economistas aumentaram a projeção da tarifa no final deste ano para 5,30 reais por dólar, sobre 5,25 reais da semana anterior. A previsão para 2021 é de que o dólar chegue ao final do ano valendo 5,10 reais, acima dos 5,00 reais calculados há uma semana.

Os valores da Selic foram preservados pelos investidores. Isto significa que a previsão é de que a taxa básica será mantida em 2% até o final deste ano e termine 2021 em 2,50%.

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