
A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do país subiu para 4,89% em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Banco Central. A estimativa anterior era de 4,86%.
Inflação segue acima da meta pelo oitavo aumento consecutivo
Com a nova projeção, a inflação ultrapassa o teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
Esta é a oitava semana seguida de alta na estimativa, em um cenário influenciado, entre outros fatores, pela pressão nos preços de combustíveis e alimentos.
IPCA foi impactado por transportes e alimentação
Em março, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,88%, acima dos 0,7% observados em fevereiro.
No acumulado de 12 meses, a inflação soma 4,14%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Projeções para os próximos anos
Para os anos seguintes, o mercado manteve ou ajustou levemente as estimativas:
- 2027: 4%
- 2028: 3,64%
- 2029: 3,5%
Selic segue como principal instrumento de controle
Para conter a inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,5% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Na última reunião, o colegiado reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, após um período em que os juros permaneceram em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas.
O cenário externo, especialmente a guerra no Oriente Médio e seus efeitos sobre os preços de combustíveis e alimentos, é apontado como fator de pressão sobre a inflação e de incerteza para a política monetária.
Expectativas para juros, PIB e dólar
Segundo o Boletim Focus, a projeção para a Selic ao final de 2026 permanece em 13% ao ano. Para os anos seguintes, a expectativa é de queda gradual:
- 2027: 11%
- 2028: 10%
- 2029: 10%
Em relação à economia, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano foi mantida em 1,85%.
Para 2027, houve leve revisão para baixo, de 1,8% para 1,75%. Já para 2028 e 2029, a estimativa é de crescimento de 2% em ambos os anos.
A projeção para o dólar é de R$ 5,25 ao final de 2026 e R$ 5,30 no fim de 2027.
*com informações da Agência Brasil




















