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Parque Lage, um lugar para desacelerar

O Rio de Janeiro ganha novos ares com a chegada do frio. A praia deixa de ser o foco principal das atenções e outras opções de lazer são mais lembradas por cariocas e turistas. Uma delas é o Parque Lage, que completa 65 anos de tombamento em junho. Localizado no bairro do Jardim Botânico e com visitação gratuita, o parque abriga um lindo palacete do século XIX onde funcionam a Escola de Artes Visuais e o Plage Café. Ao redor da icônica piscina, é possível fazer um brunch ou almoçar – antes ou depois de um passeio. Caminhar pelas alamedas do Parque Lage é um programa ideal para desacelerar um pouco do caos urbano. Estive lá na última quinta feira para conhecer o café. Saiba o que encontrei nesta edição da coluna Contexto Carioca! 😉

Parque Lage
O Parque Lage abre todos os dias para visitação gratuita, entre 9h e 17h, inclusive nos feriados

Tenho uma memória afetiva do Parque Lage que remete à infância. Tive a sorte de nascer e crescer ali pertinho, no Humaitá, e ainda lembro quando minha mãe e amigas escondiam ovos de Páscoa para encontramos entre as árvores. Ainda moleque, ficava fascinado com as grutas, ruínas e construções antiquíssimas que até pareciam de tempos medievais. Um local que me impressionava especificamente era, e ainda é, a chamada Lavanderia dos Escravos. Ela é remanescente dos tempos do Império, quando o local era um engenho de açúcar que se estendia até a Lagoa Rodrigo de Freitas.

Parque Lage
A visitação ao palacete demanda agendamento pela internet, exceto para clientes do Plage Café

Com mais de 52 hectares de área, o parque fica na encosta do maciço do Corcovado, compondo uma belíssima vista do palacete com o Cristo ao fundo. A construção no estilo eclético romano foi erguida na década de 20 pelo empresário Henrique Lage, em homenagem à sua amada Gabriela Besanzoni, cantora lírica italiana. As dimensões e a beleza da arquitetura sempre chamam atenção, e aquela piscina central tem toda uma aura que remete a momentos sagrados da cultura brasileira, como a gravação do filme “Terra em Transe”, de Glauber Rocha. Os visitantes chegam a montar uma fila organizada para tirar a famosa “selfie” em frente à piscina.

Parque Lage
Salmão Grelhado (R$ 87) com purê de batata baroa, aspargos e salada verde. Suco de laranja (R$ 11) pra refrescar

Fazia tempo que eu não entrava lá, a questão do agendamento sempre acabava sendo um empecilho nas minhas visitas menos programadas. De vez em quando, naqueles momentos mais difíceis em que precisamos baixar a poeira, um dos lugares a que costumo recorrer é o Parque Lage e sua calma. Recentemente, andei passando por lá ao retornar de visitas à minha mãe no hospital. Mas na última quinta-feira, fui lá para conhecer o Plage Café, que sempre me pareceu bacana mas onde eu nunca havia experimentado nada. O lugar é badalado, mas rapidamente vagou uma mesa para mim.

Parque Lage
Caminhar pelas alamedas do Parque Lage é um programa ideal para desacelerar um pouco do caos urbano

Entre as opções estão brunchs, hamburguers, saladas, wafles e pratos como a Coxa de Pato Confit (R$ 89) e o Salmão Grelhado (R$ 87). Optei pelo peixe, que vem com purê de batata baroa, aspargos e salada verde. Para acompanhar, suco de laranja (R$ 11). O salmão estava muito bom e a porção era farta. Algo que considerei muito positivo foi a pouquíssima quantidade de sal usada no preparo do peixe. O purê de batata baroa estava bom, assim como o molho de mel da salada. Mas outro destaque foi a consistência dos aspargos, quase crocantes. Acabei não provando nenhum drink, já que estava no meio do expediente, mas achei alguns copos bem bonitos nas mesas ao lado.

Parque Lage
As instalações artísticas “Vírus” (Antoine d’Agata) e “Bando” (Carmela Gross) ficam em exposição até 19/6 na cavalariça e na capelinha, respectivamente.

Pensei em Profiterole com calda de chocolate (R$ 31), já que adoro esta sobremesa. Mas bateu aquele ventinho gelado de outono, e imaginei que ficaria com frio por causa do sorvete. Lembrei da minha casa, da garrafa térmica com café quentinho, do trabalho que ainda tinha que terminar. Hora de partir. Mas valeu a pena conhecer o Plage Café e eu indico o programa. Se dessa vez não deu para desacelerar tanto, em breve estarei novamente no Parque Lage para curtir suas plantas, seus lagos, peixes, pássaros e macacos… Seus caminhos e sua calma, que eu adoro!

Conheça outras descobertas de Gabriel Versiani pelo Rio de Janeiro em outras edições da coluna Contexto Carioca aqui!

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