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Ministério acredita que volta às aulas pode ser mais seguro para crianças e adolescentes

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Foto: MMFDH/Divulgação

Secretário do MMFDH defendeu o retorno das aulas presenciais como medida também de proteção a crianças e adolescentes

Durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais nesta semana, secretário nacional dos direitos da criança e do adolescente, do Ministério da Mulher da Família e dos Direitos Humanos (SNDCA/MMFDH), Maurício Cunha, compartilhou um dado preocupante: mais de 55% das denúncias de violação de direitos humanos registradas no Disque 100 são contra crianças e adolescentes.

O evento tinha como propósito discutir e avaliar os impactos sociais, na saúde mental e no comportamento de crianças e adolescentes que estão há mais de um ano vivenciando o ensino remoto. O secretário pontuou que  “a nossa criança está sofrendo sozinha em lares que não tem condições de acompanhar essa educação domiciliar, por exemplo”.

De posse dessa informação, Maurício Cunha entende que a volta às aulas presenciais podem representar uma segurança para crianças e adolescentes. O secretário destacou dados extraídos de estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), e criticou o fechamento das escolas durante a pandemia do coronavírus. Para ele, a educação deve ser considerada como atividade essencial. 

“É um crime o que fazemos com nossas crianças. Seus pais saem de casa todos os dias para trabalhar e pegam ônibus lotados. Mas falamos que essas crianças devem ser mantidas em casa para evitar a propagação do vírus”, disse Cunha.

A pediatra, cardiologista e intensivista Carolina Capuruço também participou do encontro e destacou que o fechamento das escolas representa um risco sem precedentes para as crianças. “Terão sequelas físicas, emocionais e cognitivas para o resto das suas vidas. As crianças são as vítimas invisíveis da Covid-19”, destacou.

Já o deputado estadual Bartô (NOVO), que requisitou a audiência pública, reforçou a necessidade de o poder público ter um olhar especial para esta parcela da população. “É imprescindível o retorno imediato às aulas presenciais para minimizar os impactos na saúde mental das crianças, principalmente daquelas que já apresentam sintomas de depressão e ansiedade. Quanto mais tempo afastado da escola, maiores serão os danos”, afirmou o deputado.

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