Janeiro Branco: psicólogos dão dicas para conservar saúde mental

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Especialistas recomendam atividades físicas e boa alimentação para conservar saúde mental e qualidade de vida 

A pandemia da covid-19 potencializou discussões a respeito de doenças psicológicas. Isolamento e baixo contato com entes queridos geram danos ao intelecto que podem se agravar. A campanha “Janeiro Branco” criada por um grupo de psicólogos em Uberlândia (MG) estimula reflexões, atenção psicossocial e chama atenção para a importância dos cuidados com a saúde mental.

Segundo a diretora de Serviços de Saúde Mental substituta, Priscila Estrela, o Janeiro Branco é uma ação para conscientizar a população quanto à necessidade do cuidado e atenção para a saúde mental. Porém, ela destaca que essa preocupação deve ser dada durante todo o ano e não somente em janeiro.

“Um fator agravante em 2020 e 2021 é que nesse período de pandemia, o isolamento social e o aumento da desigualdade são alguns dos fatores que facilitam o sofrimento psíquico”, explica.

De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o segundo país das Américas com maior número de pessoas depressivas, equivalentes a 5,8% da população, atrás dos Estados Unidos, com 5,9%. A depressão é uma doença que afeta 4,4% da população mundial. O Brasil ainda é o país com a população mais ansiosa do mundo (9,3%).

Para a psiquiatra Emanuella Halabi, a campanha permite um debate que ajuda no preconceito que os pacientes sofrem. “É preciso incentivar cada vez mais as pessoas a procurarem ajuda, a buscarem auxílio, porque muitas vezes, também, as pessoas que possuem algum transtorno psiquiátrico sentem muita vergonha de procurar sua saúde mental, procurar se cuidar pelo estigma que isso causa”, disse a especialista.

Recomendações

Janeiro Branco
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A especialista em saúde mental e psicóloga, Andréa Chaves, contou que os principais sintomas para perceber possíveis alterações psicológicas, vão envolver funções básicas como alimentação, distúrbio do sono e a perca de satisfação em atividades que antes davam prazer.  “É importante ressaltar que esses ‘sintomas’ podem não envolver doenças psicológicas, mas, podem significar a ocorrência de crises, é importante consultar um especialista para captar a frequência e a temporalidade destas alterações” ressaltou.

Em período de pandemia, Andrea destacou que as pessoas devem pensar em política de redução de danos, que é basicamente escapar de fatores que acionam gatilhos emocionais e conservar a saúde mental da melhor forma, para isso, o contato com a família é de extremo valor, que deve ser mantido durante todo o isolamento. “Seres humanos necessitam conservar vínculos. Quem puder ligar por vídeo para um ente querido, estabelecer contato com pessoas de confiança. Procure utilizar de forma criativa das tecnologias para se aproximar das pessoas que você ama, declarou Andrea.

Dicas

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A psicóloga Ana Lídia disponibilizou algumas dicas como a prática regular de atividades físicas e boa alimentação:

1 – Se observar melhor;
2 – Banho de sol semanal e suplementos vitamínicos;
3 – Fazer exames regulares;
4 – Inserir técnicas de meditação para regular a respiração;
5 – Procurar um psicólogo para fazer uma avaliação da necessidade de acompanhamento regular.

Para finalizar, Ana Lídia falou sobre manter a mente com a expectativa de se melhorar em todas as áreas da vida. “Uma pessoa que gera planejamentos, que tem expectativas de melhorias terá um nível de estímulo motivacional que irá dar mais sentido e resiliência à vida. Busque fazer planejamentos anuais, mensais, semanais e diários para se manter estimulados a viver!”, salienta a psicóloga.

*Com informações da Agência Brasília.

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