Empresas de telefonia têm 72 horas para explicar megavazamento de dados

Telefonia
Créditos: PixaBay/Banco de Imagens

RG, CPF, números de celular e detalhes sobre pagamentos estão entre os dados divulgados sem autorização

Depois dos dados de 223 milhões de brasileiros serem vazados indevidamente, a Fundação Procon de São Paulo notificou as operadoras de telefonia Claro, Oi, Tim e Vivo para que expliquem sobre o vazamento de informações de mais de 100 milhões de celulares de seus clientes. As empresas foram foram avisadas ontem (17) e possuem 72 horas para responder a solicitação. A organização PSafe também foi notificada após o Procon-SP identificar vazamento no sistema da corporação.

“As teles deverão confirmar se houve o vazamento de dados pessoais de suas bases e, em caso positivo, explicar os motivos do incidente, detalhar quais as medidas tomadas para contê-lo e informar o que farão para reparar os danos causados pelo incidente e evitar que a falha aconteça novamente”, destacou, em nota, o Procon-SP.

A PSafe foi intimada para dar explicações sobre o vazamento de dados e como se deu o contato com o hacker responsável por alertar sobre o vazamento. O Procon-SP quer saber quais informações foram divulgadas e em quais ambientes já estão em circulação, como dark web deep web.

“Esses vazamentos são gravíssimos e permitirão que sejam aplicados muitos golpes. O Procon-SP já está investigando e pede que as pessoas tomem máxima cautela, desconfiem de tudo e jamais passem dados pessoais ou entrem em sites que não conheçam”, ressaltou o diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez.

Entre as principais informações expostas, podem estar número de RG, CPF, data de nascimento, e-mail, número do celular e detalhes sobre os pagamentos feitos pelos clientes mensalmente.

Respostas

Por meio de nota, a empresa Vivo afirmou que não encontrou indícios de vazamentos provenientes da base de dados da organização. “A Vivo reitera a transparência na relação com os seus clientes e ressalta que não teve incidente de vazamento de dados. A companhia destaca que possui os mais rígidos controles nos acessos aos dados dos seus consumidores e no combate à práticas que possam ameaçar a sua privacidade.”

A Oi bateu na mesma tecla e negou as acusações. “A Oi entende que não é objeto de questionamentos no episódio, já que não se verifica nenhum indício de vazamento de dados de seus clientes, mas garante que vai colaborar com qualquer processo de esclarecimento que vier a ser conduzido por qualquer órgão. A empresa informou que mantém em sua operação “compromisso com os mais elevados padrões de segurança da informação e privacidade de dados, monitorando constantemente seus sistemas e requisitos técnicos, operacionais, legais e regulatórios associados à gestão de dados”.

A Claro reiterou que possui as melhores práticas de segurança e que não teria ocorrido o escoamento por parte dos dados da corporação. “A Claro investe fortemente em políticas e procedimentos de segurança e mantém monitoramento constante, adotando medidas de acordo com melhores práticas para identificar fraudes e proteger seus clientes. Sobre o caso citado na reportagem, a Claro reitera que segue investigando, como prática de governança. A empresa informa ainda que está colaborando com as autoridades.”

 

*Com informações da Agência Brasil

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