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Centenário da Semana de Arte Moderna em São Paulo

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Capital paulista comemora 468 anos e lança programação dos 100 anos da Semana de Arte Moderna

O Theatro Municipal de São Paulo foi palco de um dos principais movimentos culturais da história do Brasil, a Semana de Arte Moderna, ou simplesmente, a Semana de 1922. Os principais nomes da época se uniram em uma manifestação artístico-cultural, sendo um marco do Modernismo.

Comemorando o aniversário de 468 anos, a cidade de São Paulo aproveita para lançar a programação que celebra o centenário da Semana de Arte Moderna. 

O chamado “novo modernismo” tem uma nova voz e ela vem da periferia de São Paulo. “Em 1922, quem apresentou o modernismo foi a classe intelectual. Hoje, 100 anos depois de os modernistas reivindicarem arte verdadeiramente nossa, quem apresenta o modernismo é a periferia pujante. Não precisa ser da academia para desenvolver cultura. A cultura da periferia exala nos poros, e não só nos livros”, destaca a secretária de Cultura de São Paulo,  Aline Torres.

“Esses grandes pensadores tinham poder e dominação da fala, em 1922. Era a elite paulistana, elite brasileira, elite cultural. Hoje, quando você pára para olhar, tem a Linn da Quebrada, tem uma Gloria Groove e outros artistas vindos da periferia que estão fazendo inovação cultural”, acrescenta Aline.

22+100

Com o nome de 22+100a Secretaria de Cultura de São Paulo preparou uma programação de 100 dias para celebrar o centenário da Semana de Arte Moderna. O Theatro Municipal e outros palcos espalhados pela periferia da cidade irão receber os artistas.
“A ideia é trazer artistas da periferia para tocar nos palcos centrais, e levar os artistas que costumam tocar nesses palcos para os da periferia. É fazer essa troca e, assim, promover de verdade, a formação de público, o fomento cultural, esse intercâmbio de cultura. A gente vai ter muita programação incrível no Theatro, mas, ao mesmo tempo, atividades mostrando o modernismo da Brasilândia [bairro da zona norte da cidade]”, acrescenta Aline

Ela destaca que a intenção de aproximação não vai ser somente geográfica, mas também de linguagem. “Quando você fala com um adolescente de ensino médio, principalmente na escola pública, ‘você sabe o que é a semana do modernismo?’, ele vai falar não, isso não é para mim, não sei o que é isso”.

“E é justamente o contrário que a gente quer, aproximar o modernismo falando linguagem da juventude, linguagem da periferia, e mostrando que ele também faz parte desse novo modernismo”.

A programação pode ser acessada aqui.

*Com informações da Agência Brasil

 

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