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Brasil tem 30 milhões de mulheres empreendededoras

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Foto: RF._.studio/Pexels

No país, 30 milhões de mulheres administram o próprio negócio, o que representa um crescimento de 40% após um ano de pandemia

Instituído pela Organização das Nações Unidas, o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino é celebrado no dia 19 de novembro e tem como propósito incentivar mais mulheres a ocupar espaços no mercado de trabalho, além de lutar contra preconceitos e desigualdade de gênero.

No Brasil, o número de mulheres empreendedoras vem crescendo, como aponta o Global Entrepreneurship Monitor. Elas representam quase metade da força empreendedora do país, 48,7%, sendo 30 milhões de mulheres. No ano passado, segundo a Rede Mulher Empreendedora, houve um crescimento de 40%, resultado da necessidade gerada pela pandemia do coronavírus.

Pandemia: empreendedorismo como solução

Mãe e empreendedora, aos 34 anos Roberta Lasnaux desenvolveu a plataforma Pipooh, primeiro e único programa de benefícios e carteira digital dedicada ao mundo da maternidade. 

“Eu comandava uma empresa de eventos que enfrentou dificuldades com a pandemia. A quarentena me fez enxergar uma nova oportunidade no mundo dos negócios. O que seriam das mães que sonhavam com o chá fraldas dos filhos”, explica Lasnaux. “Como mãe, eu reconheço o quão importante é a agilidade na rotina materna, principalmente nos primeiros anos de vida do bebê. Foi da empatia que surgiu a ideia de investir em um novo tipo de serviço”. Revela. Daí nasceu a Pipooh Meu Chá Fraldas, uma plataforma com mais de 15 mil mães cadastradas e com faturamento anual de R$ 1 milhão.

Assim como a Pipooh, a marca Noiva no Civil foi uma das inovações que nasceram na pandemia. Vanessa Lucian, com apenas 22 anos, teve seu despertar no mundo das vendas frequentando portas de cartórios no grande ABC. Ao detectar a carência de vestidos de noiva por um preço acessível, a empreendedora decidiu alegrar e facilitar a vida daqueles que optaram pelo matrimônio no civil. 

“O casamento é um marco na vida de um casal. Sem as cerimônias religiosas, muitas mulheres estavam passando por esse grande dia sem a emoção de poder optar por uma vestimenta única. A Noiva no Civil mudou esse cenário. Em um ano, eu passei de empreendedora na sala de casa, para uma com duas lojas físicas e online”, ressalta Vanessa. Ela participou do reality “O Plano é Esse”, do canal Multishow e fatura R$ 250 mil por mês.

O caso de Janaína Degani Berlando é um pouco diferente. Com uma carreira consolidada no mercado executivo, aos 38 anos a empreendedora decidiu renunciar de sua posição para realizar um sonho de infância: a Debella Modas.

“Eu cresci dentro da igreja tradicional. Sempre presenciei os julgamentos que as mulheres recebiam por suas roupas no mercado executivo. Transformar mulheres sempre foi um propósito meu. Me vi pronta na pandemia. Estudei, entendi como tornar possível um negócio online e me joguei no desafio ”, conta a empresária, que completa “Em meio a pandemia eu me vi encorajada para promover o empoderamento feminino. Me prometi que dali em diante ajudaria as mulheres a serem reconhecidas pelo seu valor independentemente da sua roupa”. 

A loja virtual, fundada em 2020, agora já conta com faturamentos acima de R$ 450 mil por mês e está prestes a inaugurar sua segunda loja física em São Paulo.

Mulheres no ecossistema de inovação

A participação delas no ecossistema de startups no país ainda parece um tabu. As mulheres são minoria na liderança de negócios inovadores. Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), apenas 15,7% das startups nacionais têm à frente uma mulher. 
Vamos conhecer algumas dessas empreendedoras que fazem parte desse clube quase restrito.

Tati Santarelli, CEO da TeamHub

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Tati Santarelli. Foto: Vitor Bedeti

A TeamHub é uma startup selecionada por fundo de investimento do Nubank e para Tati, a liderança feminina é um super diferencial. “Pensar o desenvolvimento de soluções tecnológicas a partir do protagonismo de mulheres negras é revolucionário, somos o maior grupo étnico do Brasil.

De Belo Horizonte, Tati Santarelli vem transformando a gestão da cultura organizacional de clientes e neste ano, a startup dela foi selecionada pelo Semente Preta, fundo de investimento do Nubank. Tati tem mais de 20 anos de experiência em gestão de pessoas e é diretora do Conselho da Mulher Empreendedora da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas).

Nathália Secco, fundadora e CEO da Orchestra Innovation Center

Ela é a única mulher à frente de um hub de startups do agronegócio no país, uma área ocupada majoritariamente por eles. E ela não se intimida, na lista da Forbes Under 30, Nathália Secco já captou R$ 6 milhões só em 2021 para investir em agrifood techs. “Me deixa feliz representar mulheres brasileiras no agronegócio e transformar minha região em um polo de inovação no mundo”, diz a empresária.

Com apenas 28 anos, Nathália é natural de Rio Verde, Goiás, a cidade é considerada a capital brasileira do agronegócio e começou a carreira como Chief Innovation Officer na Fertiverde, empresa consolidada no setor com 36 anos de atuação. 

Jordana Souza, cofundadora e CRO da VOLL

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Jordana Souza. Foto: Rayane Goulart

Jordana Souza, da VOLL, comenta um dos desafios que as mulheres enfrentam ao se tornarem empreendedoras.  “Quando falo sobre empreendedorismo para mulheres, percebo o quanto é necessário trabalhar a autoestima delas para levá-las a acreditar em seus sonhos. São mulheres extremamente capacitadas, mas com a autoestima afetada pela desigualdade de gênero”, explica.

A catarinense é cofundadora e Chief Revenue Officer (CRO) da VOLL, uma plataforma mobile-first voltada para a simplificação da mobilidade corporativa global, que hoje conta unidades em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Há dez anos atuando no mercado de tecnologia de mobilidade, Jordana participou do lançamento do módulo corporativo global da Cabify, onde foi Head of Growth por dois anos. É uma das mais importantes vozes do universo de gestão de mobilidade corporativa no Brasil, responsável por projetos de implantação da tecnologia de MaaS (mobility as a service) nas maiores corporações do país.

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