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Brasil sobe no Ranking Global de Solidariedade

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Solidariedade também é coisa de super herói. Foto: Divulgação

Segundo a pesquisa World Giving Index 2021, o Brasil subiu 14 posições no Ranking Global de Solidariedade e, atualmente, ocupa a 54ª colocação em uma lista de 114 nações. Aproveite e conheça a história do Batman brasileiro

Quem conhece a história de ficção do Bruce Wayne – o Batman – sabe que quando criança, perdeu seus pais e precisou, literalmente, crescer sozinho, movido a uma dor, a saudade e a raiva do então assassinato. Mas histórias parecidas ao de Bruce acontecem na realidade e muitas das vezes, despertam sentimentos transformadores para o futuro daquela pessoa. Foi assim com Cristiano Zanetta, mais conhecido como o ‘Batman do Brasil’, de 43 anos.

Cris, ainda criança, presenciou um incêndio em sua casa, junto de suas duas irmãs e tempos depois, ainda ficou diante de três intensos cânceres do pai. A partir daí, Cristiano teve seus primeiros contatos com os serviços voluntários e sabia que era necessário levar motivação e esperança para quem mais precisava.

Foi então que, depois de conhecer a verdadeira história do Batman em uma sessão de terapia, Cristiano iniciou trabalhos voluntários em hospitais por todo País, auxiliando crianças no tratamento do câncer e da depressão. Vestido do homem morcego, em uma roupa de 23 quilos e com sensação térmica de 50 graus, o sucesso do seu trabalho, além de se tornar conhecido em todo País, ainda desperta a vontade em outras pessoas a iniciarem projetos como esse.

Para se ter uma ideia, a pesquisa World Giving Index 2021, da Charities Aid Foundation, divulgou que o Brasil subiu 14 posições no Ranking Global de Solidariedade e, atualmente, ocupa a 54ª colocação em uma lista de 114 nações. O estudo ainda aponta que 15% dos brasileiros atuaram de forma voluntária no último ano e 63% ajudaram uma pessoa desconhecida.

Mas, para iniciar seus trabalhos, Cristiano, de fato, abraçou essa causa quando descobriu o que realmente o motivava: a esperança. “No começo do meu trabalho, eu não tinha autorização para entrar nos hospitais e conversar com as crianças. Então, comecei a fazer isso escondido, e cada vez queria atender mais e mais quem precisava de mim. Até que os médicos perceberam uma baita evolução nos pacientes e foi quando ganhei permissão para entrar sempre que possível”, lembra Cris.

Ainda que o Brasil seja um País em crescimento quanto a esse número de voluntários, está longe de atingir o que talvez seja uma quantidade ideal. A pesquisa Voluntariado no Brasil 2021, realizada pelo Datafolha e Idis (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), concluiu, na época, que 34% dos entrevistados são ativos em suas atividades como voluntários e 12% são engajados regularmente em suas ações.

O levantamento também reforçou que existem cerca de 57 milhões de voluntários no Brasil e desse número, 12% (média de 20 milhões) realizam os trabalhos com uma frequência definida – como no caso do Cristiano – e 22% (cerca de 37 milhões) realizam o trabalho sem uma frequência definida.

Diante disso, quem já está nesse meio, precisa se reinventar e ainda instigar novas pessoas a começarem trabalhos como esses. Ele mantém a missão de ‘treinar’ outras pessoas para seguirem com ações de heróis em suas cidades. Em seu currículo, além de mais de 100 ‘Batmans’ já treinados por ele, ainda existem as mulheres maravilha e as mulheres gato, que seguem com o trabalho pelo País.

“Com essa oportunidade de visitar hospitais pelo Brasil inteiro, involuntariamente, acabou inspirando outras pessoas a iniciarem projetos como esse, então eu já recrutei Batman de Floripa, Minas Gerais e Rio de Janeiro, por exemplo. Assim como eu sei que preciso entregar mais do que 100% nas minhas visitas, eles também entregam isso”, detalha Cris.

Para compor todo esse trabalho, Cristiano então criou a Ciência do Batman, uma metodologia com seus princípios e experiências em um guia de aprendizado. “O Batman utiliza de tudo que ele sabe e tudo que ele passou como instrumentos para alcançar objetivos. E eu desenvolvi em passos, eu fragmentei essas lições e criei a chamada Ciência do Batman”, completa Zanetta que destaca em seu guia como ainda fazer o uso das próprias emoções para que elas não nos controlem, mas sirvam como nossos propósitos de vida.

Hoje, além de transformar a solidariedade por onde passa, Cris ainda é palestrante e aborda temas importantes como empreendedorismo, autoconfiança e propósito, levando toda sua experiência de dentro dos hospitais associada à ciência por trás de cada história.

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