Antissépticos bucais antivirais contra a Covid-19

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A USP é uma das instituições que participaram do estudo brasileiro. Foto: Francisco Emolo

A pesquisa, conduzida por três universidades federais, foi reconhecida pela comunidade científica internacional. O estudo aponta que antisséptico bucal antiviral tem 96% de eficiência contra o coronavírus

Um conjunto de pesquisadores brasileiros demonstraram a eficácia dos antissépticos bucais antiviral contra o coronavírus. De acordo com o estudo, o produto é capaz de na boca em 96% dos casos. A pesquisa, reconhecida pela comunidade internacional, foi publicada pela Acta Cientific Dental Science – A Recommendation of Phtalox® Mouthwash for Preventing Infection and Progression of COVID-19

O estudo destaca o papel da boca na transmissão do novo coronavírus. Isso ocorre devido à disseminação de pequenas gotículas que torna a mucosa oral e orofaríngea alvos fáceis para o vírus ao inalar de partículas do ambiente.

Assim, os pesquisadores entenderam que o primeiro passo seria reduzir a carga viral na boca. A solução então seria a lavagem de nariz e boca para erradicar as partículas virais.

O que os pesquisadores já sabiam era que o uso de enxaguantes bucais podem ajudar a prevenir as infecções respiratórias no trato superior e inferior, como é mencionado no artigo publicado na Acta Cientific Dental Science. Mas contra o coronavírus, apenas os produtos com a tecnologia Phtalox® se mostraram eficazes. 

O Phtalox®, que já foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um corante funcional bioativo e capaz de promover uma auto-ativação e produção contínua de oxigênio reativo na presença de oxigênio molecular. 

De acordo com o pesquisador e professor da USP, Fabiano Vilhena, “em todas as fases de pesquisa, o antisséptico bucal PHTALOX® demonstrou atividade antimicrobiana (incluindo atividade virucida) associada à regeneração dos tecidos moles e redução do sangramento gengival”.

O estudo científico

A pesquisa envolveu 60 pesquisadores e foi liderada pelo professor Dr. Fabiano Vilhena, Cirurgião Dentista Sanitarista e Doutor em Biologia Oral pela Universidade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (USP). Além da USP, outras duas instituições federais participaram do estudo: a Universidade Estadual de Londrina e o Instituto Federal do Paraná.

O estudo foi realizado com 107 pessoas infectadas pelo novo coronavírus e passou por seis etapas, que incluíram exames laboratoriais, séries de casos e estudos clínicos randomizados triplo cego.

Assim que a pesquisa foi divulgada, quatro países, Canadá, Índia, Peru e Turquia, se interessaram em unir forças. O Japão, por meio de documentos oficiais, já indica o o uso dos antissépticos bucais como mais uma medida antisséptica para prevenir a Covid-19. 

Os estudos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos do Ministério da Saúde, registrados no ReBEC  – Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos e publicados na plataforma da Organização Mundial da Saúde.

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