Você sabe como evitar o estresse? 


No meio da pandemia, será que tem como fugir do estresse? Você sabe o que é a Síndrome de Burnout?

Hoje, (23) é o Dia Mundial de Combate ao Estresse. Ele já estava presente em muitas casas e foi potencializado com a pandemia e a mudança da rotina. A Organização Mundial da Saúde (OMS) revela uma estimativa preocupante: 90% da população mundial é afetada pelo estresse.

O estresse causa e potencializa doenças cardiovasculares, a síndrome do cólon irritável e a fibromialgia, o estresse também pode ser um dos principais fatores que estimulam a depressão, a ansiedade, transtornos de memória, além de outros problemas mentais.

Mas então o estresse sempre será algo ruim? Nem sempre, a explicação é da psicóloga Andréa Chaves. É comum nos sentirmos estressados com alguma prova que teremos que fazer, uma reunião de trabalho que esperamos, mudança com planos de casamento ou a chegada de um filho. O que dirá se o estresse é crônico é quando o nosso corpo passa por ele em momentos inadequados e por períodos prolongados fora de controle”, comenta.

Juliana Gebrim, neuropsicóloga, destaca que é preciso desconstruir hábitos para ter uma vida menos estressada e mais saudável, que inclui alimentação, atividade física, sono adequado e equilíbrio na rotina de trabalho.  “As pessoas começam a fazer uma glamourização do estresse. Começam a achar bonito estarem estressadas, mas isso é extremamente prejudicial para a saúde do indivíduo”, diz.

Síndrome de Burnout

O momento atual traz uma carga de estresse seja pelo medo ou por ter que lidar com a perda de um emprego ou a morte de um ente querido. Com todas estas situações vividas durante a pandemia, a Síndrome de Burnout disparou.

A Associação Internacional de Manejo do Estresse (ISMA) afirma que 72% das pessoas sofrem com estresse no trabalho, entre as quais 32% têm Burnout, síndrome caracterizada pela sensação de não dar conta de tarefas, indiferença ao trabalho e baixa satisfação profissional.

Andréa Chaves, especialista em saúde mental com mais de 15 anos na área

“A Síndrome de Burnout se caracteriza como um estresse de caráter persistente vinculado a situações de trabalho, resultante da constante e repetitiva pressão emocional associada a um intenso envolvimento com pessoas por longos períodos. Geralmente a síndrome acontece em ambientes corporativos e com grande carga de trabalho, além de ter a influência direta com a gestão do serviço”, ressalta a psicóloga Andréa Chaves.

Ela ainda explica que os principais sintomas são: esgotamento emocional, insônia, taquicardia, falta de vigor, apatia social, entre outros. “Para revertermos um pouco desse quadro é importante que além do acompanhamento médico para quem está sofrendo da síndrome, é que as empresas tenham iniciativas para promover o bem-estar e a qualidade de vida no ambiente que seus colaboradores estejam. Cada um fazendo sua parte o clima será melhor e com isso a produtividade também”, finaliza a especialista.

A quarentena e a saúde mental

Uma pesquisa recente divulgada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) mostrou que os casos de depressão aumentaram em em 50% durante a quarentena por conta da covid-19. Já ansiedade e estresse tiveram crescimento de 80%. 

De acordo com os dados da pesquisa, mulheres estão mais propensas a sofrer com estresse e ansiedade. Fatores como alimentação desregrada, doenças preexistentes, ausência de acompanhamento psicológico, sedentarismo e a necessidade de sair de casa para trabalhar influenciaram no crescimento. Já para a depressão, os fatores de risco apontados foram idade avançada, ausência de crianças em casa, baixo nível de escolaridade e presença de idosos no ambiente doméstico.

“Uma pessoa pode ser considerada estressada a partir do momento em que ela começa a apresentar alterações no seu corpo, nas relações sociais, nas relações familiares, na produtividade e no humor. Além disso, em um estágio mais avançado, uma pessoa estressada pode desenvolver uma depressão profunda ou um estado avançado de burnout, o que pode desencadear – dependendo da predisposição da pessoa –, em doenças ainda mais graves”, avalia Juliana Gebrim.

Neuropsicóloga Juliana Gebrim traz sete recomendações para ter mais qualidade de vida

7 hábitos para combater o estresse

Para ajudar as pessoas a ter uma rotina mais saudável, Juliana Gebrim separou sete hábitos que podem ser adotados facilmente:

  1. Evite estar perto da situação ou da pessoa que despertou esse sentimento em você;
  2. Respire profundamente algumas vezes e reserve alguns minutos para ficar em silêncio;
  3. Quando se sentir mais calmo, reflita com empatia sobre o que causou esse sentimento; 
  4. Faça algo que desperte sensações de prazer, como cantar, dançar, fotografar, cozinhar ou pintar;
  5. Estabeleça prioridades para as suas tarefas e negocie prazos;
  6. Pratique atividades físicas;
  7. Se precisar, procure ajuda profissional.
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