Vacinação gera cenário agradável para investidores e empresas, explica especialista

Cenário
Créditos: PixaBay/Banco de Imagens

Imunizantes tiram o país do estado de instabilidade econômica

A pandemia da covid-19 foi relevante para contextualizar a sociedade a respeito das variantes econômicas. Eventos com grandes impactos sociais interferem diretamente na economia do país. Não seria diferente com a chegada das vacinas. Depois que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o uso emergencial de dois imunizantes (CoronaVac e AstraZeneca/Oxford), o mercado consegue prever a recuperação econômica. Para Bernardo Pascowitch, fundador do Yubb, um dos buscadores de investimentos do país, o tratamento efetivo contra o coronavírus tira o Brasil e o mundo de um cenário de instabilidade nos investimentos.

“Começamos o ano bem melhor do que saímos em 2020, com uma vacina mais próxima da população brasileira. E isso gera impacto nos investimentos, já que o último ano foi pautado pela instabilidade econômica”, explica Bernardo Pascowitch. “Além disso, o início do ano é o melhor período para quem deseja começar a investir: é um ótimo momento para organizar as finanças”.

Quem pensa em começar o ano de 2021 com a cabeça nos investimento, precisa saber que as despesas essenciais são a prioridade e devem ser a quantia da renda que mais demanda atenção. “É importante anotar os gastos com alimentação, moradia, água, luz, telefone, gasolina e outras despesas fixas. E a soma desses valores indicará o seu custo de vida mensal. A definição dos gastos é essencial para saber o quanto a pessoa pode destinar aos investimentos”, detalha Pascowitch.

Para se tornar um bom investidor e ter segurança para depositar fundos em diferentes investimento, o segredo é desenvolver hábitos e estar sempre consciente quanto à condição financeira. “O importante é a pessoa entender que, assim que receber o salário, ela deve separar uma quantia para os investimentos. Mas ela não deve se comprometer com o que não consegue arcar. Vale começar com pouco, R$ 30,00, R$ 50,00 ou R$ 100,00, e ir aumentando o valor”, complementa.

Depois de conseguir o dinheiro, o próximo escolher aonde pretende investi-lo.

“Para começar, eu recomendo investimentos de renda fixa com baixo risco e liquidez diária, que apesar de não serem os investimentos mais rentáveis do mercado, são os mais seguros”, pontua Bernardo.

Por mais que as poupanças sejam as “queridinhas” do povo brasileiro, o especialista explica que essa forma de investimento deixou de ser a melhor opção já há algum tempo.  “O problema da poupança é seu baixo rendimento. É importante buscar outras opções em renda fixa que tenham um melhor rendimento, mas com a mesma segurança, como CDB, LCI, LCA e fundos de renda fixa”.

Momento positivo impulsiona diferentes organizações

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Créditos: PixaBay/Banco de Imagens

Além de ser um cenário positivo para investidores, corporações também podem se beneficiar em decorrência da qualidade do crédito. “As companhias que sofreram muito por conta da pandemia tendem a se destacar neste novo ano. Seis setores devem apresentar sinais de recuperação: educação, bancos, companhias aéreas, shoppings centers, turismo e shows e eventos”, pontua Pascowitch. “Os bancos, por exemplo, ainda estão bastante pressionados por conta do crédito. Com a vacinação, a qualidade do crédito tende a melhorar e o setor deve emprestar mais, reduzir o provisionamento e ter suas ações valorizadas”.

Para quem entende de economia, sabe que o setor imobiliário é um dos mais instáveis, porém, o segmento pode aproveitar a onda favorável para aumentar o valor no mercado. “Em um cenário de vacinação, os fundos imobiliários devem se valorizar, principalmente aqueles que mais sofreram com a pandemia, como os de shopping centers. Entretanto, com a possibilidade de novas ondas do coronavírus e, respectivamente, de novas quarentenas, os FIIs (Fundos Imobiliários) ainda estão muito pressionados e instáveis para os próximos meses. Vale uma ressalva também para os fundos de lajes corporativas, já que não sabemos se as empresas vão voltar plenamente a atuar em escritórios ou se manterão o home office”, pontua o especialista.

Bernardo reitera que há mercados que cresceram consideravelmente no ano de 2020, indo na contramão da queda inicial do início da pandemia. Empresas varejistas e de tecnologia, não devem ter novas grandes valorizações com a vacinação. Por isso é importante que o mercado se atente não só às projeções, mas principalmente às medidas concretas. “Há um otimismo exacerbado com as vacinas, mas os calendários de vacinação seguem em aberto, com indefinições políticas. Portanto, é necessário ficar atentos às concretizações dos fatos. Os anúncios de vacinação contra à covid-19 são importantes, mas suas consequências somente chegarão quando a população for efetivamente vacinada”, conclui.

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