Startup abre curso de programação para mulheres trans ou negras

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Turma de alunas da {reprograma} do primeiro semestre de 2020, antes da pandemia da COVID-19. Foto: Divulgação

O programa “Todas em Tech” está com vagas abertas para cursos online e gratuitos. As inscrições podem ser feitas até o dia 5 de fevereiro

O mercado brasileiro já sente a falta de profissionais qualificados para vagas nas áreas de tecnologia e o relatório da BrazilLAB, aponta que o país ainda tem outro desafio: a vulnerabilidade economia, social e de gênero.

Dentro desse cenário, a {reprograma}, startup social paulista que ensina programação a mulheres transgênero e/ou negras, criou o programa “Todas em Tech” que será gratuito e com duração de 18 semanas. Espera-se nesta primeira edição que 2,4 mil mulheres participem das atividades online.

“Serão oferecidos cursos, online e gratuitos, de formação completa em front-end com foco no react, basicamente uma biblioteca do JavaScript de código aberto, e o back-end que tem como ponto central o node.js, aplicação que possibilita o processamento, renderização e execução de elementos escritos em linguagem”, explica a CEO da {reprograma}, Mariel Reyes Milk.

Para se tornar realidade, o programa conta com diversos parceiros como o BID Lab, laboratório de inovação do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento, e outras empresas como Creditas, Accenture, iFood e Facebook, que ajudaram no aporte financeiro da iniciativa, equivalente a R$ 4 milhões de reais.

Como vai funcionar o programa?

As interessadas precisam se inscrever pelo site: https://reprograma.com.br/todas-tech/, até o dia 5 de fevereiro de 2021. Lembrando que o programa dá preferência para mulheres negras e/ou transgênero.

Após a primeira etapa, as alunas participam das oficinas de seleção online, com duração de um dia inteiro, prevista para acontecer no final de fevereiro, e com o objetivo apresentar o universo de programação e desenvolvimento.

As participantes terão introdução a HTML e CSS e deverão criar uma página pessoal voltada para clientes ou recrutadores.

Na segunda parte do processo serão preenchidas 400 vagas, sendo que o percentual mínimo será de 55% para mulheres negras e 5% para mulheres trans. As selecionadas participarão dos bootcamps, dos cursos online de back-end e front-end. O início está previsto para março e a duração será de 18 semanas.

Formação e conexão

Além de prover a capacitação, a {reprograma} vai conectar as alunas a empresas de tecnologia, em especial, as parceiras do programa.

O contato com as empresas acontece na Speed Hiring, uma feira de contratação que está desenvolvendo uma plataforma para viabilizar a conexão entre programadores e empregadores.

“Cerca de 82% das nossas alunas conseguem atuar na área de tecnologia em até seis meses depois da formação. Temos cases de participantes que não entendiam nada sobre tecnologia e, após a conclusão do curso, hoje estão em grandes empresas como, Itaú, IBM, iFood, entre outras grandes do mercado”, explica Reyes.

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